O volume de serviços no Espírito Santo apresentou queda de 0,5% em março de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo IBGE. Apesar do recuo, o setor segue sustentado pelo aumento de preços e pelo consumo das famílias, que continuam impulsionando a atividade.
No acumulado de 12 meses, o volume de serviços no Estado ainda registra crescimento de 1,0%, indicando que, embora haja perda de ritmo, o setor não entrou em retração prolongada.
O destaque positivo continua sendo o segmento de serviços prestados às famílias, que avançou 9,5% na comparação anual de março. No acumulado do ano, a alta é de 3,6%, chegando a 8,5% em 12 meses.
O resultado reforça a força do consumo em áreas como alimentação fora de casa, turismo e lazer, que têm sustentado parte relevante da atividade no setor.
Outros segmentos perdem força
Por outro lado, atividades importantes apresentaram queda e ajudaram a puxar o índice geral para baixo. O grupo de outros serviços recuou 20,6% na comparação anual e acumula quedas de 11,6% no ano e de 12,1% em 12 meses, sendo o principal destaque negativo.
Os serviços profissionais e administrativos também registraram retração de 1,3% em março e acumulam queda de 4,4% no ano. Já o setor de transportes caiu 0,7% no mês, embora ainda mantenha crescimento de 3,1% em 12 meses.
O segmento de informação e comunicação, por sua vez, avançou 3,8% na comparação anual, mas ainda apresenta leve recuo no acumulado do ano, de 1,5%.
Receita cresce mesmo com menor volume
Mesmo com a retração no volume de serviços, a receita nominal do setor avançou 5,6% em março na comparação anual, indicando que o aumento dos preços ajudou a sustentar o faturamento das empresas. No acumulado, o crescimento é de 4,0% no ano e de 5,7% em 12 meses.
Mais uma vez, o principal impulso veio dos serviços prestados às famílias, com alta de 18,0% em março, além de avanços de 11,8% no ano e de 18,1% em 12 meses. Também contribuíram para o resultado positivo os setores de transportes, com crescimento de 5,1%, e de informação e comunicação, que avançaram 8,3%.
Os dados mostram um setor de serviços sustentado por dois pilares: o consumo das famílias e o aumento dos preços. Ao mesmo tempo, segmentos ligados à atividade empresarial já apresentam perda de fôlego, indicando uma desaceleração mais ampla da economia.
O cenário, portanto, é de sustentação no curto prazo, mas com sinais claros de enfraquecimento que devem ser acompanhados nos próximos meses.









