A nova pesquisa do Instituto Perfil, publicada por ES Hoje, traz um dado que deve repercutir no tabuleiro político estadual: é a primeira vez nos levantamentos deste site, neste ano, que o governador Ricardo Ferraço (MDB) aparece à frente do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), em cenários estimulado para o governo do Estado.
O resultado surge justamente no momento em que Ricardo completa um mês no comando do Palácio Anchieta, após a renúncia do ex-governador Renato Casagrande (PSB), que partiu para sua caminhada rumo ao Senado.
Ainda que seja cedo para qualquer conclusão definitiva, o retrato aponta que a caneta na mão pode começar a produzir efeitos políticos importantes para o emedebista.
Máquina pesa I
Nos bastidores, aliados de Ricardo avaliam que o diferencial neste momento está justamente na estrutura de governo. O governador conta com uma ampla rede de apoio político, especialmente junto aos prefeitos do interior, cuja maioria mantém forte dependência institucional e financeira da máquina estadual.
Máquina pesa II
Além disso, Ricardo tem intensificado agendas municipalistas e ampliado a interlocução com lideranças regionais, numa estratégia de consolidação de palanque, antes mesmo do início oficial da campanha.
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Pazolini no interior I
Do outro lado, Lorenzo Pazolini também se movimenta. O ex-prefeito da Capital tem intensificado agendas pelo interior do Estado, numa tentativa de ampliar o conhecimento fora da Grande Vitória e reduzir a vantagem estrutural do grupo palaciano.
Pazolini no interior II
Pazolini ainda conta com o suporte do deputado federal Evair de Melo (PP), figura conhecida no interior capixaba e reconhecida pelo perfil municipalista de atuação, o que pode ajudar na abertura de portas em diversas regiões do Estado.
Pazolini no interior III
Outra porta que pode ajudar o republicano em outras cidades é a abertura de diálogo com integrantes do chamado Projeto Político Militar. Um deles, o presidente da Associação das Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo, sargento Eugênio, já é apoiador do ex-prefeito.
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Muito jogo pela frente I
Apesar da vantagem de Ricardo neste momento, a eleição segue completamente aberta. Os números de indecisos ainda são bem relevantes tanto nos cenários espontâneos quanto nos estimulados, demonstrando que grande parte do eleitorado ainda não consolidou posição para 2026.
Muito jogo pela frente II
Na espontânea, por exemplo, chama atenção o fato de Renato Casagrande aparecer liderando com 28,97%, mesmo sem poder disputar novamente o governo estadual e de olho em outro cargo. O dado expõe, além da força política do ex-governador, um nível relevante de desinformação ou desconhecimento do eleitor sobre as regras da sucessão estadual.
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Magno lidera rejeição I
Outro dado que chama atenção no levantamento é o índice de rejeição do senador Magno Malta (PL), que lidera neste quesito no cenário apresentado pela pesquisa. Nos bastidores, interlocutores avaliam que episódios recentes podem ter impacto nessa percepção do eleitorado. Entre eles, a repercussão da denúncia de suposta agressão envolvendo uma profissional da saúde.
Magno lidera rejeição II
Há de se verificar qual pode ser o tamanho do impacto do desgaste relacionado ao vazamento de informações sobre financiamento do banqueiro André Esteves Vorcaro para patrocinar filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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PT ocupa espaço I
Se no campo da direita há intensa disputa interna, o PT demonstra ocupar espaço no eleitorado capixaba. O presidente Lula aparece com índices robustos no levantamento, enquanto o senador Fabiano Contarato (PT) mantém presença competitiva nos cenários para o Senado.
PT ocupa espaço II
A leitura de aliados petistas é que a manutenção de um eleitorado consolidado pode ajudar na disputa por cargos majoritários, como as vagas de presidente e senador.
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Avenida aberta ao Senado I
A disputa para o Senado tem contornos claros. Renato Casagrande desponta como amplo favorito para uma das vagas, liderando com folga os diferentes cenários apresentados pela pesquisa.
Avenida aberta ao Senado I
Já a segunda cadeira segue completamente aberta. Nomes como Sérgio Meneguelli (PSD), Paulo Hartung (PSD) e Fabiano Contarato aparecem disputando espaço entre os melhores desempenhos nos cenários estimulados, indicando uma corrida ainda bastante pulverizada e sem definição clara neste momento.
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Na moita
Dizem que tem político com horário marcado para chegar em casa. Falta só o rastreador agora.
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“Quando a Serra se une, ela participa, ela opina e ela constrói”
Sergio Vidigal (PDT), ex-prefeito da Serra










