Crises de imagem são riscos fortes para candidatos no ES

O levantamento realizado pelo Centro de Inteligência de Campanhas (CiC), plataforma conduzida pelo marqueteiro e estrategista Fernando Carreiro, revela o impacto de como crises de imagem podem prejudicar candidatos, especialmente aqueles que buscam o Palácio Anchieta ou têm a missão de fortalecer seus grupos políticos.

Segundo a pesquisa, o senador Magno Malta (PL), cotado para a disputa ao governo, lidera o ranking de menções negativas, com 66%. Conforme Carreiro, esse desgaste é reflexo direto e imediato da crise recente envolvendo o senador e uma enfermeira durante sua hospitalização.

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Construção de imagem I

A eleição deste ano para o Executivo capixaba tende a ser uma das mais acirradas dos últimos tempos. Se nada mudar, chegará ao fim o revezamento entre Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (PSD) como vencedores dos pleitos estaduais. Em um cenário de transição, todos os envolvidos precisam transmitir imagem de capacidade, honestidade e potencial para captar votos de diferentes espectros.

Construção de imagem II

Em pesquisas recentes, como a publicada por ES Hoje, a partir de levantamento do Instituto Perfil, Magno passou a abocanhar uma parcela das intenções de voto da direita, assim como o deputado federal Helder Salomão (PT) reúne parte do eleitorado da esquerda. Nesse contexto, a soma dessas aglutinações ideológicas tenderia a alcançar até 30%, juntos, o que não é pouca coisa.

Construção de imagem III

Contudo, como observado no ranking de menções negativas, Magno, caso sua situação se torne ainda mais controversa, pode ver essa fatia se escoar. Nesse cenário, aqueles com maior potencial de absorção desse eleitorado são o governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB), e o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos).

Construção de imagina IV

No entanto, é preciso lembrar que existe uma liquidez muito grande nos direcionamentos da informação, principalmente nesta era das redes sociais. Aquilo que importava ontem pode sequer ser lembrado amanhã.

Construção de imagem V

Só que, em uma tréplica sobre esse assunto, o conjunto da obra faz diferença, e adversários estão atentos tanto aos deslizes do passado quanto aos do presente. Sem contar aqueles que ainda estarão por vir. Tudo vira arma.

Construção de imagem VI

Isso não quer dizer que os ataques serão feitos de forma oficial. O que virou prática nos últimos pleitos é a reincidência de vídeos com aparência caseira, mas preparados pelos próprios QGs de campanha. Embora haja juramentos de que ninguém faz isso.

Construção de imagem VII

Esse tipo de conteúdo, bastante consumido e viralizado em grupos de WhatsApp, atua justamente na desconstrução do candidato, levantando dúvidas e apontando desde questões da vida pessoal até situações consideradas questionáveis durante o exercício do mandato.

Construção de imagem VIII

Como é sabido na literatura política, pesquisas são retratos de momento. O herói de hoje pode ser o vilão de amanhã. Mas quem tem o feeling de cada situação pode ter a capacidade de construir seus heróis e transformar os outros em vilões.

Construção de imagem IX

Talvez tenhamos, neste episódio da democracia capixaba, a campanha com maior protagonismo de estrategistas e marqueteiros. A guerra de narrativas já começou. Quem ainda não percebeu isso pode já ter largado atrás.

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