
Pelos próximos dois anos, duas fábricas, uma do Grupo Brinox e outra da empresa Britânia Eletrodomésticos e Philco Eletrônicos, ambas do sul do país, serão instaladas em Linhares, Região Norte do Espirito Santo.
Com isso, cerca de 2.581 empregos, diretos e indiretos, serão gerados de 2020 à 2021.
A implantação da fábrica da Brinox, foi anunciada na tarde desta segunda-feira (23), e terá investimento de R$ 49 milhões.
Junto disso, o número de empregos (diretos e indiretos) chega a 640, em até três de anos de operação da fabrica no estado. As atividades começam a partir da primeira semana de janeiro de 2020.
Já as operações da Britânia, de acordo com o prefeito de Linhares, Guerino Zanondevem, vão ser iniciadas no primeiro semestre de 2021.
A planta fabril será instalada na região dos distritos de Bebedouro e Rio Quartel, às margens da Rodovia BR-101, e contará com 65 mil metros quadrados de área construída.
Para o início das operações, a empresa vai demandar aproximadamente 2 mil profissionais diretos, sendo 192 com nível Superior e 1.749 com Ensino Médio.
A indústria vai produzir geladeiras, fogões, micro-ondas, ventiladores, circuladores de ar, bebedouros, espremedores de frutas, tanquinhos de lavar roupas, purificadores de água e outros produtos. A previsão é que 16 milhões de itens sejam produzidos anualmente.
Brinox
O Grupo Brinox é um dos maiores fabricantes de utilidade doméstica do Brasil, com mais de cinco mil produtos à disposição, que levam as assinaturas das marcas Brinox, Coza e Haus Concept. De início, a produção no Espírito Santo irá começar pela linha de alumínio, que é da marca Brinox.
No momento, já existem 46 pessoas trabalhando nas primeiras linhas de montagem em um galpão no município de Linhares, já que o projeto prevê a construção de um parque fabril, primeiro do grupo fora do Rio Grande do Sul, onde atua há 30 anos, com início para 1° semestre de 2020. Para o próximo ano, o primeiro do grupo em operação no estado, a equipe aumentará para até 67 pessoas.
De acordo com o presidente do Grupo Brinox, Christian Hartenstein, a escolha do Espirito Santo partiu de um fator considerado estratégico, que é a localização geográfica.
“Logo quando chegamos ao processo de expansão do nosso grupo analisamos várias alternativas no Brasil. Terminamos convencido que o Espírito Santo era a melhor opção, primeiro pelo ponto estratégico e geográfico, está num lugar central […] Além da disponibilidade do talento humano e a disponibilidade da mão de obra para nossa produção”, ressaltou.
Outro fator, que também influenciou na escolha, foram os portos do Espirito Santo. Segundo Hartenstein, o negócio da Brinox depende de insumos e componentes importados, além dos produtos do grupo que são importados. “Vamos usar os portos aqui do Espirito Santo para abastecer-nos”, afirmou.









