Guerra na OAB-ES: Erica Neves e Kelly Andrade rompem e reeditam crise histórica na advocacia

A advocacia capixaba assiste, mais uma vez, ao desmoronamento precoce de uma aliança que nasceu com contornos históricos. Menos de dois anos após a eleição de novembro de 2024 — que marcou época ao eleger Erica Neves como a primeira mulher presidente da OAB-ES e Kelly Andrade como a primeira presidente da Caixa de Assistência dos Advogados (CAAES) —, a relação entre as duas líderes ruiu por completo. O racha, que vinha sendo cozinhado em fogo brando nos bastidores, explodiu publicamente e agora avança para o campo dos processos éticos e acusações de perseguição política.

O cenário atual repete fielmente o enredo da gestão anterior, quando o ex-presidente José Carlos Rizk Filho e o então chefe da CAAES, Ben-Hur Farina, travaram uma guerra institucional nos tribunais e bastidores. A nova crise na OAB do Espírito Santo coloca em xeque a governabilidade da ordem e já redesenha o tabuleiro para a sucessão interna.

Processo ético e os bastidores da disputa pela sucessão

O ponto de não retorno na relação entre Erica e Kelly ganhou contornos oficiais no último dia 14 de maio. Durante reunião do Colégio de Presidentes da seccional, foi aprovado o encaminhamento de um processo ético-disciplinar contra a presidente da CAAES.

No meio jurídico capixaba, a leitura é de que o movimento possui forte viés eleitoral:

  • Vitrine da CAAES: À frente da Caixa de Assistência, Kelly Andrade conseguiu emplacar projetos, serviços e convênios de forte apelo e aprovação direta da advocacia no interior e na Grande Vitória.

  • Capilaridade política: Kelly consolidou alianças estratégicas em diversas subseções do Estado, posicionando-se naturalmente como um nome forte para a sucessão na Ordem.

  • O plano de Erica: Fontes de bastidores apontam que a atual presidente, Erica Neves, não pretende ser mera espectadora da própria sucessão e não trabalha com a ideia de apoiar o nome de sua ex-aliada para o comando do Palácio dos Advogados.

Presidente da CAAES denuncia perseguição política nas redes sociais

A fervura dos bastidores transbordou para o público nesta quarta-feira (20). Em postagem contundente em suas redes sociais, a presidente da CAAES, Kelly Andrade, quebrou o silêncio e mirou diretamente contra a chefia da seccional. No desabafo, Kelly afirmou categoricamente estar sendo vítima de uma perseguição política implacável orquestrada pela presidência da OAB-ES.

O rompimento drástico entre as duas principais lideranças femininas da advocacia capixaba joga a Ordem em um período de instabilidade institucional. Com processos éticos correndo e acusações públicas trocadas na internet, a “guerra na advocacia” promete novos e barulhentos capítulos, arrastando as subseções para um voto de opinião rachado muito antes do próximo pleito.

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