O surto de infecções no Hospital Santa Rita, divulgado com exclusividade pelo Jornal ESHOJE nessa quinta-feira (24), que já deixou 30 pessoas doentes, entre funcionários do hospital, pacientes e acompanhantes, está sendo investigado por um laboratório de São Paulo. Uma das principais suspeitas, no entanto, é que seja Legionelose, também conhecida como Doença dos Legionários, um tipo de pneumonia causada pela bactéria Legionella pneumophila.
A legionelose é uma infecção pulmonar provocada pela bactéria Legionella pneumophila.
Ela não é transmitida de pessoa para pessoa, mas sim pela inalação de gotículas de água contaminada, o que pode acontecer em sistemas de ar-condicionado, chuveiros, caixas d’água e reservatórios de grandes prédios com limpeza e manutenção irregulares.
Os sintomas mais comuns aparecem entre 5 e 6 dias após o contágio e incluem:
- Tosse seca ou com catarro
- Febre alta e calafrios
- Dor de cabeça e dores musculares
- Fadiga e falta de ar
- Dores no peito
- Náusea, diarreia e dor abdominal
Em casos graves, a doença pode evoluir para uma pneumonia severa, exigindo internação e suporte respiratório — como o caso da técnica de enfermagem internada na UTI.
Prevenção e investigação
A Legionella vive naturalmente na água e se multiplica em reservatórios artificiais mal higienizados. Por isso, manter a limpeza e a manutenção regular dos sistemas de água e ar-condicionado é a forma mais eficaz de prevenção.
A Vigilância em Saúde da Sesa continua com a coleta de amostras e análise laboratorial para confirmar a origem da contaminação e determinar se a legionelose é de fato a causa dos casos registrados no Hospital Santa Rita de Cássia.
O hospital Santa Rita não respondeu os questionamentos do ESHOJE. Assim que a direção se posicionar, atualizaremos as informações.
Texto de Jair Oliveira









