Câncer de próstata também atinge mulheres trans; Como se prevenir?

Novembro é o mês da prevenção ao câncer de próstata, doença que afeta os homens, mas também as mulheres transexuais e travestis. Dados de pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp), indicam que 1,9% da população é composta por pessoas trans ou não-binárias.

A referência técnica da Saúde do Homem da Secretária de Estado da Saúde (Sesa), Lucimar Venturin, explicou que o tratamento do câncer de próstata é o mesmo para homens e mulheres trans cujo tratamento é realizado em acompanhamento com um urologista.

“O toque retal não é o único exame realizado, existe também o PSA, um teste sanguíneo que serve para identificar alterações na próstata. O uso de hormônios femininos causa a diminuição da próstata, mas não elimina o risco de ter o câncer de próstata. Existem sintomas a serem observados quanto á doença, alguns deles são: dificuldade para urinar, dificuldade de iniciar ou terminar de urinar, sangue na urina, diminuição do jato da urina”, explicou.

Deborah Sabará, coordenadora da associação Gold, e diretora da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) e da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), conta que sente dificuldade para atendimento com especialistas por seu nome. “A gente sente uma dificuldade, um exemplo, eu marquei um especialista, né? E foi desmarcado por causa do meu nome. Alegaram estar desmarcando por que não preciso de urologista, por ser uma mulher”.

Ela ainda ressalta a necessidade de atendimento especializado para a população trans. “há uma necessidade de a gente ter um espaço específico, com médicos que atendam nossa população trans, né? Homens e mulheres trans e suas especificidades”.

No Espírito Santo um local referência para atendimento de pessoas da comunidade LGBTQ+ é o Ambulatório Multidisciplinar de Diversidade de Gênero do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), que oferece acesso a medicamentos hormonais e realiza procedimentos de troca de gênero (transsexualização). A equipe multidisciplinar é composta por assistente social, endocrinologista, enfermeira, fisioterapeuta, fonoaudióloga, ginecologista, infectologista, urologista, psicóloga e psiquiatra, que já acolheram mais de 200 pacientes desde a inauguração do ambulatório.

Texto de João Otávio Carvalho
Edição de Danieleh Coutinho

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