Pedro Permuy – pedro@eshoje.com.br
Até as 13 horas desta quinta-feira, 28, a estimativa é de que 1.200 pessoas realizem exames de Hepatite C e HIV, em mutirão que acontece na Praça do Papa, na Capital, organizado pela organização não governamental (ONG) Associação Pró-Vidas Transplantes. As grandes filas de espera mostram a preocupação da população em cuidar da saúde.E para o presidente da ONG, Adalton Vieira de Almeida, não tem mais idade, gênero ou raça que se preocupe mais. “Todos estão vindo fazer o exame. É de graça, sai na hora e caso tenha resultado positivo, nós já daremos todas as orientações necessárias para que seja iniciado o respectivo tratamento”, comenta. De acordo com ele, no geral estão procurando o serviço pessoas de meia idade, mas, para o presidente, isso é positivo. “Esse é o público-alvo da Hepatite C, por exemplo. São pessoas que já tomaram vacinas em seringas de vidro, na época em que não se tinha o conhecimento que temos atualmente”, pondera.
Para Jair Toniato, 64, a certeza do resultado negativo foi um alívio. “Por mais que a gente se cuide, por mais que a gente tenha ‘certeza’ que não tem, só quando o exame comprova que dá para ficar tranquilo”, exclama. Ele conta que não tem costume de fazer exames de Hepatite C, como o que fez nesta manhã, 28, mas reconhece a importância da medicina preventiva.Já Celho Flor dos Santos, 43, conta que é executa check-up’s ao menos duas vezes por ano, mas viu o mutirão da Praça do Papa como uma oportunidade extra. “Já que temos condições de fazer mais uma vez, por que não?”, questiona. Ele acredita que monitorar esse tipo de doença é preciso já que o contágio pode se dar de diversas formas. “Pode ser na gilete do barbeiro, na relação sexual, coisas rotineiras. Por isso o período entre um exame e outro, quanto menor, melhor”, esclarece.









