Casos graves de gripe aumentam no Brasil, mas ES escapa da tendência

O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltou a crescer entre jovens adultos, adultos e idosos em diversas regiões do Brasil, segundo o mais recente boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O aumento está associado principalmente à circulação do vírus Influenza A, responsável por grande parte das internações graves nessas faixas etárias.

Apesar do cenário nacional de crescimento, o Espírito Santo aparece em uma situação diferente. De acordo com a Fiocruz, o Estado não apresenta sinal de aumento dos casos de SRAG na tendência de longo prazo, analisada nas últimas seis semanas. Entre as 27 unidades da federação, apenas Espírito Santo, Roraima, Tocantins e Rio Grande do Sul ficaram fora da tendência de alta observada na maior parte do país.

O boletim destaca que o avanço da doença entre jovens, adultos e idosos está relacionado principalmente à Influenza A. Já entre crianças e adolescentes, o crescimento das internações tem sido impulsionado pelo rinovírus, enquanto o vírus sincicial respiratório (VSR) segue como uma das principais causas de casos graves entre crianças menores de dois anos.

Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, a circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios exige atenção da população, especialmente dos grupos mais vulneráveis. A recomendação é manter a vacinação contra a gripe em dia, além de adotar medidas preventivas em caso de sintomas respiratórios, como evitar aglomerações e utilizar máscaras em ambientes fechados quando necessário.

Em nível nacional, os dados indicam que a atividade da SRAG segue elevada em diversas regiões do país. Desde o início de 2026, mais de 14 mil casos da síndrome foram notificados, dos quais cerca de 35% tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Entre os agentes identificados, o rinovírus lidera as ocorrências, seguido pela Influenza A, Covid-19 e vírus sincicial respiratório.

Embora o Espírito Santo esteja fora da lista dos estados com crescimento sustentado da doença, especialistas alertam que a situação pode mudar com a chegada dos meses mais frios do ano, período historicamente marcado pelo aumento da circulação de vírus respiratórios e da procura por atendimento médico.

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