Redação Multimídia ESHOJE
A relação entre profissionais de saúde e pacientes em unidades públicas de saúde na Grande Vitória está bem longe de ser pacífica. A demora nos atendimentos médicos e superlotação em hospitais e pronto-atendimentos gera, além de insatisfação, revolta em quem vai em busca de atendimento ao ponto que muitos partem para a agressão física ou verbal.Segundo o Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes), médicos e enfermeiros estão se escondendo durante plantões nos pronto-atendimentos da Grande Vitória por medo de pacientes irritados com a demora no atendimento, que em alguns casos chegou a 13 horas.
O Simes informou, em seu site, que recentemente as Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s) de Serra Sede e Carapina registraram casos de ameaça à vida dos médicos. Pacientes se revoltaram com a situação e invadiram os consultórios, quebraram portões e exigiram atendimentos. Profissionais tiveram que se trancar em banheiros e se esconder em estacionamento exclusivo dos médicos.
Por conta desta situação, o Ministério Público do Estado (MPES) convocou gestores da saúde da Serra e o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-ES) para uma reunião às 14h, desta quarta-feira (13). Um inquérito foi instaurado com o objetivo de discutir a falta de segurança e a precariedade das condições de trabalho nas UPA’s do município.









