Pedro Permuy – redacao@eshoje.com.br
Um pouco de esforço na academia não faz mal a ninguém, mas as facilidades que procedimentos estéticos se tornaram mais atrativo. Homens e mulheres buscam a forma perfeita do corpo e, para isso, tudo o que há de mais moderno.O último queridinho das famosas – como, por exemplo, Kylie Jenner e Fernanda Lacerda – são os aparelhos com técnica da sucção. Basicamente, são colocadas ventosas, no glúteo – por exemplo –, e é feita pressão na área, a fim de que a sessão turbine e devolva o famoso bumbum empinado.
A criolipólise, tratamento que virou febre no Brasil no fim do ano passado, tem ganhado grandes adeptos. “O procedimento se tornou “febre”, pois elimina as células de gordura sem precisar passar por um procedimento cirúrgico. Em contato com a baixa temperatura na superfície da pele (por congelamento) as células de gordura se rompem por completo. O corpo entende que as substâncias residuais não fazem parte do organismo e as elimina naturalmente. O procedimento elimina até 25% da gordura local por sessão, e os resultados aparecem após 60/90dias”, explicou a médica pós-graduada em dermatologia, Karla Lessa.
Os riscos estão, primeiramente em quem confiar o tratamento e no mau encaminhamento. A médica ressalta que todo procedimento estético necessita de acompanhamento médico. Ela explica ainda que há contraindicações. “É contraindicado em pessoas com hipersensibilidade ao frio, pessoas com infecções de pele, hérnia no local da aplicação, em gestantes, cirurgias recentes”.
A esteticista da Clínica Unna, Patrícia Pessimilio, explica que o equipamento de criolipólise deve ser aprovado e reconhecido pela Anvisa e o mesmo a manta – usada no momento em que a gordura é sugada. “Muitas vezes a manta é reutilizada em mais de um paciente, o que pode fazer com que ela perca sua função e possa causar hematomas e queimaduras”, alerta.
A esteticista explica ainda que o tratamento não é para flacidez. “O procedimento é para gordura localizada, e não para flacidez”, diz. O mesmo chama atenção a médica pós-graduada em dermatologia, Gláucia Maria Duarte. “Ele acelera o metabolismo da gordura, mas não trata a flacidez que ficará no local”, explica.
Outras opções
Segundo Gláucia Duarte, a melhor opção àqueles que desejam uma volumização dos glúteos, a pedida pode ser a eletro estimulação muscular, por meio da radiofreqüência, que propiciará a contração do colágeno, da elastina, e, obviamente, do próprio músculo. E para uma barriga sem flacidez e com menos gordura, a aposta pode ser feita com a aplicação de enzimas lipolíticas associada à radiofrequência. A carboxiterapia, que consiste na infusão de gás carbônico em diferentes camadas da pele, também pode ser uma boa solução para a gordurinha a mais, além de eliminar as estrias. “A carbox proporciona a vascularização da área por meio da ingestão do gás carbônico, oxigenando o local em que foi injetado, trabalhando a flacidez, a estria, celulite e gordura localizada”, explica.
Tonos X Nutrição
Ter um corpo em forma e saudável existe um tripé: nutrição, exercícios e diversão. É assim que orienta o cirurgião Roger Bongestab. “Somos controlados pelo nosso metabolismo, que é o grande responsável por manter a homeostase (equilíbrio) de todo o funcionamento do nosso organismo. Este metabolismo é diretamente influenciado pelo que ingerimos, pela forma como nos exercitamos e também pelo nosso estado de espírito”, afirma o especialista.
De acordo com Bongestab, deve-se, inicialmente, buscar a reservar tempo para reformular os horários, de forma a distribuir o dia entre as atividades laborais, momentos para a prática diária do exercício além de momentos de lazer.
O médico complementa explicando que, para o ganho de massa muscular, os níveis de cortisol – hormônio responsável pelo aumento do estresse – devem ser ajustadamente baixos. “Nenhum tratamento feito só com base em remédios deve ser considerado efetivo, ou seja, você pode até conseguir uma perda de peso rápida em pouco tempo, ao passo que, além de ser prejudicial à saúde, a pessoa retoma o peso original ainda correndo o risco de extrapolar o peso anterior”, complementa.









