Pai de Vorcaro contratou serviços ilícitos após prisão do filho, diz PF

As investigações da Polícia Federal que levaram à prisão o pai de Daniel Vorcaro, Henrique, apontam que ele atuava em conjunto com o filho como “solicitador e beneficiário” de serviços ilícitos prestados pelo grupo “A Turma”, que fazia ameaças e tentava obter acesso a informações sigilosas de investigações contra eles.

Essa atuação, segundo as apurações, continuou mesmo após a prisão de Daniel, em novembro do ano passado.
Henrique foi preso na sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master, nesta quinta-feira (14).

O advogado de Henrique, Eugênio Pacelli, afirmou em nota que a decisão “se baseia em fatos cuja comprovação da respectiva licitude e o lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo”. “E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem a ele”, disse.

“O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária”, afirmou o advogado. “Cuidaremos imediatamente de demonstrar o que estamos a dizer.”

A decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, que autorizou a prisão, afirma que a PF entende que ele atuava “em conjunto com o filho, em posição de colaboração direta, como solicitador e beneficiário dos serviços ilícitos prestados pelo grupo, além de exercer função própria e autônoma na engrenagem financeira voltada à sua sustentação”.

Conversas encontradas em celular de um escrivão aposentado da PF, Marilson Roseno, preso em março, indicavam que Henrique solicitava serviços ilegais de monitoramento e tentativa de acesso a informações sigilosas “mesmo após as primeiras fases da Operação Compliance Zero, inclusive com menções a repasses vultosos, necessidade de pagamentos para viabilizar o atendimento das demandas, uso de número estrangeiro e troca frequente de terminais”.

Marilson teve a transferência autorizada, a pedido da PF, para um presídio federal
No total, a polícia cumpre sete mandados de prisão preventiva (sem tempo determinado) e 17 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo.

São investigadas suspeitas dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

Brasília, FolhaPress – José Marques

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

Notícias Relacionadas