Prestação de contas mostra avanços na rede municipal de Vitória

A secretária municipal de Educação de Vitória, Juliana Rohsner, apresentou, nesta quinta-feira (22), a primeira prestação de contas quadrimestral da pasta, referente ao período de janeiro a abril deste ano. A exposição ocorreu durante reunião da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Câmara Municipal, realizada no plenário Maria Ortiz, com a presença de vereadores do colegiado, presidido por Leonardo Monjardim (Novo).

Na apresentação, a secretária detalhou a estrutura da rede municipal de ensino, que conta atualmente com 106 unidades, sendo 50 em regime de tempo integral. Segundo os dados, houve expansão significativa dessa modalidade nos últimos anos, passando de quatro escolas em 2020 para o número atual em 2026. A rede inclui 15 escolas de ensino fundamental (EMEFs) e 35 centros municipais de educação infantil (CMEIs), que somam 12.139 vagas, além de cinco Centros de Ciências.

Um dos destaques foi a Educação Especial, que atende 2.858 estudantes com diferentes especificidades, como deficiência física, intelectual, múltiplas deficiências e altas habilidades. A secretária ressaltou o crescimento no número de alunos com diagnóstico de autismo, que passou de 5,6% para 44%. “Este é um grande desafio para o direito dessas crianças à educação, e nossa missão é garantir esse direito”, afirmou.

No quadro de pessoal, foi informada a nomeação de 100 professores voltados à Educação Especial, aprovados em concurso público para um cargo criado na atual gestão. Desde 2021, segundo a secretaria, foram nomeados 874 professores na rede municipal. “Há uma demanda de profissionais aguardando convocação, mas as nomeações precisam seguir critérios de responsabilidade fiscal e administrativa”, declarou.

Em relação à infraestrutura, mais de R$ 250 milhões foram liquidados em obras nas unidades escolares durante a atual gestão, com 27 das 54 intervenções concluídas. Segundo a secretária, no início do governo havia sete escolas com obras paralisadas há mais de 15 anos, que foram retomadas e entregues, além de outras duas unidades. Atualmente, duas obras seguem em andamento, com previsão de conclusão no próximo ano.

Os dados financeiros indicam que o município aplica recursos acima do mínimo exigido pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). De acordo com a secretária, são R$ 73,6 milhões provenientes do fundo e R$ 120,9 milhões de recursos próprios, além de repasses estaduais e federais.

Também foram apresentados investimentos diretos nas unidades escolares, incluindo repasses aos conselhos de escola, que somam R$ 20,9 milhões em 2026. Na área de infraestrutura, houve destaque para a climatização das escolas: 54 unidades já contam com o sistema, sendo 45 implantadas na atual gestão, enquanto outras 15 estão em obras.

Entre os resultados educacionais, Vitória foi citada como uma das quatro capitais que receberão recursos do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR) neste ano, no valor de R$ 20 milhões, em função da redução de desigualdades. O município também recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o Selo Ouro em Educação concedido pelo Ministério da Educação.

Segundo os dados apresentados, a capital capixaba alcançou o primeiro lugar na alfabetização de estudantes do 2º ano do ensino fundamental na região Sudeste e a terceira colocação no ranking nacional. Ao encerrar a apresentação, a secretária destacou indicadores relacionados à redução de desigualdades. “Entre os mais de cinco mil municípios, ficamos em primeiro lugar entre os 14 que mais reduziram desigualdades territoriais”, afirmou.

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