Além de a Associação Brasileira de Advogados Criminalistas do Espírito Santo (Abracrim-ES) ver abuso de autoridade na prisão, a defesa de Fernando Moraes Pereira Pimenta, o “Marujo”, também assim considerou. A casa do pai dele, onde onde tudo aconteceu, inclusive, será periciada.
A determinação de perícia é do juiz Ricardo Furtado Chiabai, atendendo pedido da defesa de “Marujo”, “haja vista os disparos realizados no local”, diz o juiz, contrariando a afirmação da Polícia Civil de que nenhum tiro foi disparado na Operação de prisão.
É o que consta na audiência de custódia de Fernando Moraes, que aconteceu sábado (9). O juiz ainda oficiou a Corregedoria da Polícia Civil do Espírito Santo para averiguar informações sobre a exposição de Fernando Moraes no momento da prisão.
Na audiência, o juiz considerou a prisão, em flagrante, perfeita e sem vícios, conforme o Art. 302 do Código Penal, e a converteu em preventiva a pedido do MPES. “Marujo” está preso na Penitenciária de Segurança Máxima II (PSMA II), em Viana, onde, possivelmente cumprirá o chamado Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
Por nota, a Polícia Civil respondeu que a operação que resultou na prisão de “Marujo” ocorreu dentro da legalidade. E reitera que não houve abuso de autoridade e uso de violência contra o indivíduo.
“O alvo foi envolto pelos policiais para evitar que a imagem dele fosse exposta e para que não houvesse nenhum tipo de atentado ou ato de violência contra ele. A Polícia Civil esclarece que todo cidadão que se sinta prejudicado pelo atendimento recebido pode dirigir-se à Corregedoria e formalizar a denúncia para análise do caso. Somente assim, será instaurada uma Investigação Sumária (IS)”.











Advogado criminalista = advogado do diabo