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DJ e executor marcaram encontro e uso de celular motivou assassinato em Vila Velha

Por Luiza Campos e Matheus Passos 

O DJ Thiago Crei, encontrado morto em 10 de maio com sinais de facadas, no bairro Ataíde, em Vila Velha, foi assassinado com 12 golpes de faca por ter usado um celular dentro do carro em que estava com o próprio executor para gravar o encontro dos dois. Eles, que já se conheciam desde 2021, haviam marcado de se ver por meio de mensagens em uma rede social minutos antes.

O jovem de 21 anos, que confessou o crime, não tinha passagens pela polícia e foi preso em Alecrim, bairro canela-verde, na tarde de segunda-feira (27). Segundo a Polícia Civil (PC), ele já esperava ser preso e foi autuado por homicídio qualificado. 

A corporação ainda informou que o local onde Thiago foi morto, teria sido indicado pelo suspeito, que conhecia o local. Os dois, mostra a investigação, já haviam se encontrado outras duas vezes, o que é respaldado por mensagens. Veja uma das mensagens do executor no dia do crime: 

“Vem aqui em casa. Me busca. Pergunta a x. onde eu moro. Vem que vai dar bom”. 

A partir daí, o terceiro encontro entre o DJ e o suspeito foi marcado. Thiago, de acordo com a polícia, buscou o jovem em casa, de onde ambos seguiram até o local programado. Ainda dentro do carro, os dois fizeram uso de entorpecentes.  

“Houve um desentendimento entre o Thiago e o executor por conta do uso de um celular. Segundo o próprio executor, ele não levou a faca consigo, pois ela já estava do lado do carona. Ele se apossou da faca e começou a desferir os golpes. O Thiago reagiu, chegando e pegar a arma branca em meio a uma luta corporal, esfaqueando o executor na perna, que pegou a faca novamente. O Thiago saiu do veículo, tomou mais outros golpes de faca nas costas e se jogou no mato. Esse indivíduo foi para o lado do motorista e fugiu com o veículo”, contou o titular da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, delegado Tarik Halabi Souki.

Para chegar até o suspeito, a polícia chegou a realizar uma investigação no computador de Thiago, o que foi autorizado pelos familiares da vítima. Nesse momento, os investigadores encontraram a conversa do executor com o DJ, mas sem a identificação do jovem, porque a conta tinha sido excluída.

Por outro lado, apesar da conta do suspeito ter sido desativada, a uma equipe da PC fez uma análise detalhada do nome informado desse executor. Na base de dados da corporação foram achados 1.323 iguais. A partir disso, os policiais deduziram e colocaram a grafia exata do suspeito, o identificando. 

Um dia após o crime, na região da casa do executor, o veículo de Thiago foi encontrado. Em uma análise pericial, foram constatadas marcas de sangue. 

Ao chegar na casa do suspeito, o jovem disse aos policiais que já esperava ser preso e, inclusive, chorou no local. De acordo com a investigação, o crime não foi premeditado, sendo uma discussão momentânea que levou o assassinato de Thiago. 

Perguntada sobre o celular que iniciou toda a discussão, a PC informou que o aparelho não foi mais encontrado. 

Matheus Passos
Matheus Passos
Graduado em Jornalismo pelo Centro Universitário Faesa, atua como repórter multimídia no ESHoje desde abril de 2021. Atualmente também apresenta e produz o podcast ESOuVe. Ingressou como estagiário em junho de 2019. Antes atuou na Unidade de Comunicação Integrada da Federação das Indústrias do Estado (Findes).

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