5 de abril: um dia para os pais celebrarem seus filhos

5 de abril: um dia para os pais celebrarem seus filhosNos 365 dias do ano, algumas datas são reservadas para celebrarmos a família. Por exemplo, sempre no segundo domingo de maio nós comemoramos o Dia das Mães. Já o Dia dos Pais é celebrado tradicionalmente no segundo domingo de agosto.

Recentemente, uma data que tem se tornado cada vez mais popular é o Dia dos Avós, cujo dia é fixo: 26 de julho. Descobri que esta data específica é em homenagem aos avós de Jesus por parte de mãe, Joaquim e Ana, cujas informações não constam na Bíblia, mas sim num texto apócrifo conhecido como Proto-Evangelho de Tiago. Por não ser um texto canônico, inspirado, então não podemos levar as informações ao pé da letra, mas é possível conjecturar de como seria a relação de Jesus com seus avós.

Como essa não é a intenção deste texto, então deixo isso para a sua imaginação. Fato é que o Dia dos Avós busca reconhecer a importância e o legado dos mais velhos em nossas famílias. É uma data que, ao meu ver, deveria ser mais celebrada, pois quem teve o privilégio de ter avós presentes, sabe do tamanho da graça recebida.

Então temos dia dos Pais, das Mães, dos Avós… e o Dia dos Filhos? Mas você pode me dizer que nós já temos o Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro. Tá bom, mas e quando o filho já é um adolescente, por exemplo? E os filhos adultos que ainda não são pais? Eles ficam no limbo dessas datas. E, outra… todo mundo é filho de alguém, né, vamos combinar… Datas especiais para celebrar a família, essa dádiva de Deus, nunca será demais.

E, felizmente, nós temos, sim, o Dia do Filho! É uma data não oficial e costuma ser celebrado tanto no dia 23 de setembro, quanto no dia 5 de abril, vulgo amanhã. Isso, mesmo, temos o privilégio de celebrar os filhos em dose dupla!

Embora não sejam datas oficiais, o importante mesmo não é o dia do calendário. Mas, sim, o que ele representa. É mais um incentivo e uma nova oportunidade dos pais e mães aproveitarem e desfrutarem da companhia do(s) seu(s) filho(s) com um tempo de qualidade, algo que tem sido cada vez mais raro, infelizmente, nesses dias de correria.

Filhos: uma bênção do Senhor

A Bíblia nos diz que os filhos são uma bênção de Deus, que Ele nos dá como recompensa e para a nossa alegria. “Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá” (Salmos 127:3).

E essa herança, essa recompensa, essa alegria que são nossos filhos, também passam a ser uma grande reponsabilidade dos pais. Os pais têm o dever de proteger, cuidar e educar os filhos nos caminhos de Deus, para que possam conhecê-lo, aprender a amá-lo e a desfrutar de sua presença aqui e na eternidade.

“Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar”, no diz o Senhor em Deuteronômio (6.6-7).

filhos pais

Portanto, como os pais são o primeiro contato que que os filhos têm com o resto do mundo, eles são os agentes principais na formação do seu caráter. Então, de acordo com a Bíblia, é papel dos pais ensinar aos filhos a seguir a Deus e agir corretamente, desde pequenos. O que significa que os filhos precisam de amor e atenção, mas também de disciplina e, às vezes, até de repreensão, para o seu próprio bem.

“Quem não corrige (castiga) os filhos mostra que não os ama; quem ama os filhos se preocupa em discipliná-los” (Provérbios 13.24).

A Bíblia alerta os pais para que não irritem os seus filhos, porque eles podem ficar desanimados (Colossenses 3:21). Os pais precisam ser um exemplo para seus filhos, não uma vergonha ou um problema.

O entendimento de ensinar no Caminho

A educação dada pelos pais será refletida mais tarde na vida adulta dos filhos, pois eles não se esquecerão do que aprenderam.

“Ensine seus filhos no caminho certo, e, mesmo quando envelhecerem, não se desviarão dele” (Provérbios 22:6).

Gostaria de chamar atenção para um entendimento que, graças a Deus, tem se popularizado nas comunidades cristãs sobre este versículo nos últimos anos. Algumas pessoas podem reclamar: “ah, mas toda a vida eu ensinei o caminho certo e ele foi para o outro lado”, “eu sempre falei, aconselhei, mas nada adiantou”…

O problema está justamente no artigo – ou na contração da preposição com o artigo. E, somente isso muda toda a interpretação, nos levando a uma compreensão mais profunda e a um senso de responsabilidade ainda maior. Explico.

Se eu leio este versículo da seguinte forma, “Ensine seus filhos O caminho certo”, usando o artigo O, ao invés de NO (que é a contração da preposição “em” com o artigo “o”, e é o que está escrito na passagem), eu tenho a interpretação pobre e preguiçosa da passagem. Pois ensinar os filhos O caminho certo denota somente falar, somente apontar, sem o compromisso de ensinar aquilo na prática, na vida.

Já quando eu leio da forma correta, “Ensine seus filhos NO caminho certo”, isso denota um compromisso de relacionamento, de discipulado, que é, não somente falar, mas imprimir a vida que você vive na vida de seu filho, ensinando-o não somente com palavras, mas com exemplos, com a sua presença, com a sua companhia, com a sua comunhão, com o seu amor, com o seu cuidado, com a sua direção, com a sua correção e até com a sua repreensão. É, literalmente, sua vida na vida dele.

filhos pais
 

É por isso que não podemos ser pais hipócritas, falando uma coisa para os nossos filhos que eles devem fazer de correto, e nós mesmos não fazermos, ou fazermos ao contrário. Essa hipocrisia uma hora vai se virar contra nós e vai nos cobrar, tendo o efeito contrário do que gostaríamos. Ao contrário do que diz a continuidade do provérbio em questão, o filho que for cuidado dessa forma vai se desviar dos caminhos que os pais ensinaram com a boca, mas não viveram de fato em sua vida, como já vimos muitas vezes acontecer nas famílias.

O exemplo de Jesus

O exemplo de Jesus é o que devemos seguir e ser. Ele fez discípulos, ensinando-os dia e noite, não somente com palavras, mas sobretudo com a sua vida, em suas atitudes, em seu amor demonstrado no serviço ao próximo, no cuidado com o próximo e, sobretudo, na cruz do Calvário, dando a sua vida em sacrifício pelo perdão dos pecados de escarnecedores como eu e você. Assim, ele ensinou na prática o que é o amor: esquecer de seus interesses para fazer o bem que seu próximo precisa.

E nosso próximo, nesse caso que estamos falando, são nossos filhos. Amar nossos filhos como Jesus nos amou, com palavras e com ações práticas, será sempre o maior ensinamento que poderemos imprimir nos corações de nossos filhos para que, quando crescerem não se desviem do caminho certo que ensinamos, mas cresçam, floresçam e deem muito fruto neste caminho, para a glória de Deus.

A responsabilidade dos filhos

Até agora falamos mais dos papeis dos pais em relação aos filhos, mas os filhos também têm reponsabilidade para com os pais. E sendo que todos nós somos – ou fomos – filhos de alguém, a responsabilidade principal dos filhos é honrar os pais. Este é um dos Dez Mandamentos, mais especificamente o quinto mandamento, e um mandamento que vem com a promessa de uma vida longa e plena (Deuteronômio 5:16).

Enquanto os filhos ainda estão debaixo da autoridade dos pais é necessário que eles sejam obedientes, pois o pai é a principal figura de autoridade sobre a vida dos filhos. Honrar é também respeitar os pais, mesmo quando já somos filhos adultos e independentes. Se os pais precisam de cuidado, os filhos devem ajudar, como forma de retribuir o trabalho que os pais tiveram com eles.

1 Timóteo 5:4 diz, com relação a filhos e netos de viúvas, que a “…primeira responsabilidade deles (filhos e netos) é mostrar devoção no lar e retribuir aos pais o cuidado recebido. Isso é algo que agrada a Deus”.

filhos paisReconciliação e perdão para que sejam unidos

Às vezes o relacionamento entre pais e filhos é difícil e as pessoas ficam feridas. Não é bom ficar de mau com os filhos ou com os pais. É preciso sempre buscar a reconciliação e o perdão. É o que Jesus nos ensina na famosa oração do Pai Nosso: “perdoa a nossas dívidas, assim como perdoamos a nossos devedores”. O perdão é o cerne do cristianismo. Na família, e na relação entre pais e filhos, é fundamental que amor, verdade e perdão caminhem juntos para que haja a uma união verdadeira, a união pela qual Jesus orou na sua oração sacerdotal:

“E peço que todos sejam um. E assim como tu, meu Pai, estás unido comigo, e eu estou unido contigo, que todos os que crerem também estejam unidos a nós para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17:21).

Curtindo o 5 de abril

Dito isso sobre as orientações que Deus nos dá sobre a relação entre pais e filhos, que tal neste dia 5 de abril, quando celebramos o Dia do Filhos, nós, que somos pais, aproveitarmos o dia para termos – ou recomeçarmos – aquele relacionamento especial com nossos filhos? Que tal aproveitarmos para fazermos algo diferente com eles ou mesmo fazermos juntos algo que gostamos muito, mas que não fazemos há algum tempo? Ou mesmo fazermos algo com eles que nem é muito do nosso gosto, mas que eles curtem, para demonstrarmos nosso amor?

Bom, as opções são infinitas! É só colocar a imaginação para funcionar, pensando no coração do seu Filho e, sobretudo, naquilo que Deus te chamou para ser: um pai – ou uma mãe – presente, exemplo, que ensine seus filhos nos caminhos corretos, nos caminhos do Senhor, para que eles nunca se desviem, mas, ao contrário o amem de todo o coração, toda alma, todo entendimento e todas as forças.

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas em Fé Pública

Notícias Relacionadas

[the_ad_group id="63695"]