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13 de junho de 2024
quinta-feira, 13 de junho de 2024

Cristãos e as eleições #4: a sagacidade política é ambidestra

*Desde a semana que compreendeu o dia 6 de abril – quando faltavam exatos 6 meses para as eleições municipais de 2024 (6 de outubro) – a coluna Fé Pública tem publicado uma série de artigos denominada “Cristãos e as eleições”. Semanalmente, são postados textos nos quais pastores e demais líderes abordam aspectos bíblicos que consideram necessários para cristãos levarem em conta na hora de escolherem seus representantes. 


Olimpíada eleitoral 2024, por Saulo Silva*

Cristãos e as eleições #4: a sagacidade política é ambidestra2024 é ano de Olimpíadas, com abertura prevista para 26 de junho em Paris, na França. Mas, também é ano de eleições municipais aqui no Brasil. E, a partir do dia 16 de agosto, os candidatos iniciarão uma maratona de propaganda eleitoral através dos meios de comunicação, a fim de chegarem ao pódio da conquista da representatividade popular na Câmara dos Vereadores e no poder Executivo municipal pelos próximos quatro anos.

A escolha de representantes, através do livre exercício do voto e dentro de um processo eleitoral seguro e transparente, é mais do que uma conquista nas democracias saudáveis. A vontade popular é a força motriz de uma nação, e a nossa constituição deixa isso claro em seu primeiro artigo, parágrafo único, quando destaca que: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos (…)”

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2024 é ano das Olimpíadas de Paris; os candidatos também disputarão suas “olimpíadas”

Em uma democracia representativa, como a brasileira, cada vez mais grupos com interesses e afinidades se organizam para eleger aquele representante que mais se aproxima de suas pautas, princípios e valores. Por sermos um país predominantemente cristão, esse segmento constitui um campo eleitoral bastante significativo. Segundo pesquisa Datafolha de 2020 os cristãos (entre católicos e protestantes) representam mais de 80% da população brasileira.

Por conta disso, este segmento acaba sendo alvo de muitos políticos de ocasião, seja do campo ideológico da esquerda ou da direta (a sagacidade política é ambidestra!), que com suas ginásticas discursivas fazem acrobacias e malabarismos retóricos com pautas que são caras a este segmento, a fim de abocanharem essa parte da população. Contudo, ainda está em vigor a advertência de Jesus, registrada no Evangelho de Mateus 24:4, quando disse: “(…) Cuidado, para que ninguém os engane”.

Lições das “eleições” em Israel

A história do povo de Israel pode nos ensinar algumas lições sobre essa escolha da representatividade. No período do profeta Samuel o povo de Israel passou a desejar ser governado por um rei, uma vez que, até então, era governado por juízes levantados por Deus.

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Saulo Silva é pastor de jovens e teólogo

Está registrado no livro de 1Samuel 8:4-5: “Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá, e disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações”.

Diante disso, Deus responde dizendo: “Agora atenda-os (Samuel); mas advirta-os solenemente e diga-lhes quais direitos reivindicará o rei que os governará” (1 Samuel 8:9).

Nesses versículos observa-se que Deus não se opôs ao pleito israelita por um representante. Contudo, Deus os advertiu sobre as consequências e exigências de um possível futuro rei. Mesmo assim, o povo preferiu imitar as nações vizinhas e eleger para si um governante que pudesse representar seus anseios.

Advertência sobre valores e princípios

Um princípio importante a ser destacado neste episódio é a advertência divina. Uma vez que ao se escolher um governante é preciso ter a consciência das implicações dessa decisão. Isso, porque ele traz consigo seus valores, princípios e pressupostos. Além disso, também, nos dias de hoje, em grande medida acaba “devendo satisfação” ao grupo do segmento que representa.

Não raras vezes, atualmente, a população escolhe políticos que em campanha assumem posições e compromissos que se frustram quando o político é eleito. Ou pior, quando se perfilam a pautas contrárias ao seu campo eleitoral. Um tiro no pé que muitos praticam, seja para obter mais verbas de emendas parlamentares, seja por imposição do partido, ou até mesmo porque isso era realmente o que o politico acreditava.

3 questões para escolher o representante

Por isso, todo cristão deve estar atento a três questões principais ao escolher seu representante nas eleições. Primeiramente, o eleitor deve estar firme em suas convicções e valores, se estão alicerçados em princípios cristãos e na Palavra de Deus. Em segundo lugar, se deve analisar as pautas do candidato, se estão alinhadas com as que você acredita. Por fim, é preciso investigar o histórico do candidato, para saber se ele já abraçou pautas contrárias as suas, se é “ficha limpa”, e também como ele pretende utilizar as verbas da campanha. Afinal de contas, esse dinheiro é seu!

Tudo isso, para que ao final não aconteça como nas Olimpíadas, uma corrida de revezamento. Ou então, o candidato, quando eleito, reveza em seus posicionamentos, muda para um partido com fundamentos diametralmente opostos ao partido do período de campanha e, com isso, oscila em seus princípios e valores. Nisso, quem perde são os eleitores, que amargam o último lugar na corrida do interesse popular.

*Saulo Silva é pastor de jovens na Primeira Igreja Batista de Itaparica, pós-graduado em Teologia e policial militar

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