Educação coloca ES entre melhores do país em estudo nacional

O Espírito Santo aparece entre os nove estados com melhores resultados do país em 76 indicadores relacionados às condições econômicas e sociais da população. O desempenho positivo é puxado principalmente pela educação, mas também alcança áreas como pobreza infantil, mercado de trabalho, ambiente de negócios e acesso à água.

Os dados fazem parte do estudo “Eleições 2026: Indicadores Estaduais”, lançado nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS). A ferramenta reúne 228 indicadores das 27 unidades da Federação, distribuídos em 12 áreas.

Levantamento feito pelo ES Hoje a partir da base disponibilizada pelo instituto identificou 208 indicadores com classificação para o Espírito Santo. Em 76 deles, o Estado integra o grupo das nove UFs com melhores resultados; em 94, está no grupo intermediário; e, em 38, entre as nove com piores resultados.

A classificação é feita individualmente para cada indicador e não representa um ranking geral dos estados. O próprio IMDS ressalta que os dados mais recentes disponíveis podem se referir a anos diferentes, dependendo da fonte utilizada.

Educação concentra bons resultados

É na educação que o desempenho capixaba mais se destaca. Dos 32 indicadores da área que permitem classificação, o Espírito Santo aparece entre os nove melhores do país em 25. Em nenhum deles está entre os nove piores.

Na alfabetização de crianças do 2º ano do Ensino Fundamental, por exemplo, o Estado alcançou 63,7% em 2023, segundo dado reunido pelo estudo, ficando na segunda posição entre as UFs.

No Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ensino Médio, o Espírito Santo registrou nota 4,9 em 2025, terceiro melhor resultado nacional. A série histórica mostra avanço em relação a 2017, quando o índice capixaba era de 4,1.

A comparação com os demais estados do Sudeste também chama atenção. No Ideb do Ensino Médio de 2025, Minas Gerais registrou 4,5; São Paulo, 4,3; e o Rio de Janeiro, 3,7.

Extrema pobreza infantil cai

O Espírito Santo também aparece entre os primeiros colocados em indicadores de distribuição de renda e pobreza. Em 2025, 2,08% das crianças e adolescentes de até 17 anos viviam em situação de extrema pobreza, terceiro menor percentual entre as unidades da Federação.

A evolução, porém, não ocorreu de maneira contínua. O percentual era de 9,86% em 2021 e caiu para 5,01% em 2022, 3,11% em 2023 e 1,57% em 2024. No ano seguinte, voltou a subir, chegando aos atuais 2,08%.

Mesmo com a alta mais recente, o resultado permanece abaixo dos percentuais registrados em São Paulo, de 3,84%, e no Rio de Janeiro, de 6,31%. Minas Gerais apresentou 1,91%.

Emprego entre jovens avança

Outro resultado positivo está no mercado de trabalho. Em 2025, a taxa de ocupação da força de trabalho entre jovens capixabas de 18 a 29 anos chegou a 94,53%, quinto melhor resultado do Brasil.

O avanço foi expressivo nos últimos anos. Em 2021, a taxa estava em 77,99%. Passou para 86,02% em 2022, 90,56% em 2023 e 93,25% em 2024, até atingir 94,53% no ano passado.

Na comparação regional, Minas Gerais registrou 93,25%; São Paulo, 92,07%; e o Rio de Janeiro, 85,72% em 2025.

Empresa leva menos tempo para abrir

O ambiente de negócios também colocou o Espírito Santo entre os primeiros estados em alguns indicadores. O tempo médio para abertura de uma empresa no Estado ficou em 10,57 horas em 2025, quarto menor do país.

Quatro anos antes, eram necessárias, em média, 27,44 horas. A redução no período foi de aproximadamente 61%.

Entre os estados do Sudeste, o resultado capixaba ficou bem abaixo dos tempos registrados no Rio de Janeiro, de 27,50 horas; Minas Gerais, de 32,32 horas; e São Paulo, de 41,12 horas.

Outro indicador em que o Espírito Santo ocupa a primeira posição nacional é o percentual da população que vive em domicílios com serviço de água potável gerenciado de forma segura. O índice chegou a 99,81% em 2025. São Paulo registrou 99,63%; Minas Gerais, 99,56%; e Rio de Janeiro, 98,97%.

Retrato reúne 12 áreas

O painel do IMDS reúne indicadores de ambiente de negócios, assistência social, atividade econômica, distribuição de renda e pobreza, educação, situação fiscal, habitação, meio ambiente, mercado de trabalho, mobilidade social, saúde e segurança.

A proposta é permitir não apenas a comparação entre estados, mas também acompanhar a evolução de cada indicador ao longo do tempo. Para cada item, as unidades da Federação são separadas em três grupos, de acordo com o resultado mais recente disponível: as nove com melhores resultados, nove intermediárias e nove com piores resultados.

O retrato positivo do Espírito Santo, porém, não se repete em todas as áreas. Na mesma base, o Estado aparece entre as nove piores unidades da Federação em 38 indicadores, com concentração especialmente em segurança e saúde. Parte desses resultados envolve violência, drogas e vulnerabilidades entre adolescentes.

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