Completando 3 anos de administração dos terminais de Vitória Vila, Velha e Barra do Riacho, a Vports, primeira autoridade portuária privada do Brasil, tem grandes expectativas para 2026. Além de ser um ano especial para o próprio terminal portuário, que completa 120 anos, pelo volume de negócios firmados em 2025 cujos contratos são prolongados.
O resultado foi apresentado pelo diretor-presidente da Vports, Gustavo Serrão. Destacando que 16 novos contratos foram firmados alcançando investimentos superiores R$ 600 milhões. Um deles, conforme ES Hoje já antecipou, são as operações ferroviárias, a partir de negócio fechado para 17 anos com a Multilift, prevê a construção, ainda no primeiro semestre de 2026, de uma moega ferroviária exclusiva para descarregamento de ferro-gusa. Um trem equivale a 120 caminhões.
Até o final do primeiro trimestre de 2026 o contrato deve ser iniciado, reconectando o Porto de Vitória com a região sudeste e com todo país, elevando a competitividade. Outro contrato (renovado!) foi com a capixaba Coimex.
Serrão destacou que esses três anos foram de transição entre área pública e privada e, mesmo assim, com crescimento de 7% superando o ano passado.
“O porto é da sociedade capixaba e a gente faz a gestão de uma ferramenta que é importante para a economia do Espírito Santo”, Gustavo Serrão.
Fertilizantes, carros, trigo são cargas que aumentam ano a ano reforçando a produtividade do Porto de Vitória. Para tanto, a área de contêiner foi reformada e terá, ano que vem, capacidade total de operação.

Multipropósito e multimodalidade
Segundo Serrão, 2026 será um ano de destaque para Vports impulsionado pela vocação multipropósito, multimodalidade e localização estratégica, que ganha ainda mais força. E, mesmo comemorando a velocidade e o volume de contratos e investimentos desde 2023, Gustavo Serrão destaca que esse foi um ano desafiador – pelo tarifaço de Donald Trump, entre outras questões – e que ano que vem será ainda maior, quando começa transição do modelo tarifário do Brasil.
“A chegada da Reforma Tributária poderá nos causar perda de receita e perda mecanismos de incentivo, mas superarmos os grandes desafios desse ano. Portanto, acredito que vamos colocar o pé no freio, mas confiantes e organizados”, afirmou. O diretor-presidente da Vports destacou ainda que está confiante também pelo empenho das autoridades capixabas – em todos os poderes – para resolver os gargalos do setor logístico do Espírito Santo.
“Temos sim um gargalo com a situação das rodovias federais que cortam o Espírito Santo, mas somos confiantes porque o Estado tem um Fundo Soberano, contas organizadas, uma bancada de deputados e membros das federações falando a mesma língua, trabalhando com coesão. Isso é muito boom e não vemos em outros estados”, completou.
A Vports faz gestão do Porto de Vitória, com área em Vitória e Vila velha, bem como o Barra de Riacho, em Aracruz. Nos em ambos portos, estão sendo ampliadas capacidades de navegabilidade, bem como de recebimento de cargas.
O projeto de licenciamento para Barra do Riacho prevê novos negócios na área de grãos – aproveitando a integração ferroviária -, bem como atividades destinadas à indústria de gás e serviços offshore, entre outros. E Gustavo Serrão complementou com a inclusão do descomissionamento offshore.
“Temos um trabalho contínuo no sentido de captar parceiros, somar interesses e vocações, ampliando oportunidades de desenvolvimento para o ecossistema de empresas capixabas no setor”, ressalta.
Economia & Mercado já falou de trabalhou conjunto que promoveu missão à Europa, capitaneada pela federação das Indústrias (Findes), para buscar parcerias com empresas internacionais e atrair investimentos no setor de descomissionamento offshore — processo que envolve desativação, desmontagem e reciclagem de plataformas e estruturas de petróleo e gás que chegam ao fim da vida útil.









