Produção de leite movimenta R$ 835 milhões no ES

Celebrado nesta segunda (1º), o Dia Mundial do Leite destaca a importância de uma cadeia produtiva que movimentou R$ 835,8 milhões no Espírito Santo em 2024. No período, a pecuária leiteira capixaba produziu 349,5 milhões de litros, consolidando-se como uma das principais atividades do agronegócio estadual e fonte de renda para milhares de famílias no campo.

Presente em praticamente todo o território capixaba, a atividade tem papel importante na geração de emprego e renda, no fortalecimento da agricultura familiar e na permanência das famílias nas propriedades rurais. Ao mesmo tempo, o setor busca avançar em práticas que tornem a produção mais eficiente e sustentável.

Uma das iniciativas voltadas para esse objetivo é o Currículo Mínimo de Sustentabilidade para a Pecuária Leiteira Capixaba, ferramenta desenvolvida pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em parceria com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) – Campus Santa Teresa.

O instrumento reúne indicadores econômicos, sociais e ambientais que auxiliam técnicos e produtores rurais na avaliação dos sistemas de produção. A proposta é identificar pontos de melhoria e orientar ações voltadas ao desenvolvimento sustentável da atividade.

Segundo a Seag, o currículo permite um diagnóstico detalhado das propriedades rurais, classificando o desempenho em níveis crítico, intermediário e desejável. A ferramenta também busca fortalecer o trabalho da assistência técnica e contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas ao setor.

Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, a sustentabilidade deve ser analisada de forma ampla dentro da atividade leiteira.

“A sustentabilidade precisa ser entendida de forma ampla. Não estamos falando apenas da preservação ambiental, mas também da capacidade da propriedade gerar renda, promover qualidade de vida para as famílias rurais e garantir sucessão no campo. O Currículo Mínimo ajuda justamente nesse olhar integrado, permitindo identificar oportunidades de melhoria e fortalecer a atividade leiteira capixaba de forma duradoura”, afirmou.

A gerente de Projetos de Pecuária da Seag, Michele Bastos, destaca que o fortalecimento da assistência técnica, da inovação e da gestão das propriedades está entre os fatores que contribuem para aumentar a competitividade da cadeia produtiva.

“Temos trabalhado para desenvolver ações e projetos que contribuam para uma pecuária leiteira cada vez mais eficiente, sustentável e competitiva. O fortalecimento da assistência técnica, a busca por inovação, o incentivo à gestão das propriedades e o apoio aos produtores são fundamentais para garantir renda no campo, qualidade de vida para as famílias rurais e sustentabilidade para a atividade leiteira capixaba”, disse.

 

Ecoporanga lidera produção

Os dados de 2024 mostram que Ecoporanga foi o município que mais produziu leite no Espírito Santo, com 24,6 milhões de litros, o equivalente a 7,03% da produção estadual.

Na sequência aparecem Mucurici, com 14,7 milhões de litros (4,22%), Alegre, com 14,1 milhões (4,02%), Presidente Kennedy, com 13,9 milhões (3,98%), e Nova Venécia, com 12,6 milhões de litros (3,61%).

A distribuição da atividade por diferentes regiões do Estado evidencia a importância da cadeia leiteira para a economia capixaba, tanto pela geração de riqueza quanto pelo impacto social nas comunidades rurais.

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