O enigma da segunda cadeira ao Senado

A disputa pelo Senado, no Espírito Santo, reserva um cenário bastante curioso. Se é quase uma unanimidade que o ex-governador do Estado Renato Casagrande (PSB) deve ficar com a primeira vaga, a segunda, por sua vez, segue como um grande enigma, impactando até mesmo nas composições políticas.

Dúvidas I

Pairam diversas dúvidas sobre quem serão os candidatos. Dos lados que envolvem o grupo político do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) e do governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB), isso está bastante evidente.

Dúvidas II

Comecemos pelo lado de Pazolini. O deputado estadual Sergio Meneguelli chegou ao PSD motivado para disputar o Senado. Contudo, nesta semana, manifestou-se sobre conversas que circulam em torno da falta de espaço para ele no partido. Deixou um discurso de ou tudo ou nada.

Dúvidas III

O ponto central é saber se haverá uma aliança entre Republicanos e PL. Como tratado anteriormente, em uma eventual parceria, uma das vagas ficaria com Maguinha Malta (PL). E aí sobraria apenas uma cadeira. Um dos postulantes é o ex-deputado federal Carlos Manato (Republicanos), mas quem também observa atentamente o cenário é o deputado federal Evair de Melo (Republicanos).

Dúvidas IV

Ainda há o fantasma do ex-governador Paulo Hartung (PSD) rondando o processo, o que acaba movimentando o mercado político, como de costume. Com PH, tudo pode acontecer, inclusive nada.

Dúvidas V

A situação também envolve muitos pontos de interrogação no grupo de Ricardo Ferraço. Como sabido, Renato Casagrande é a opção número 1. Mas o grupo precisará definir quem será o segundo nome da chapa.

Dúvidas VI

Depois de muitas idas e vindas, o deputado federal Da Vitória (Progressistas) recuou, a princípio, da intenção de disputar o Senado. Contudo, a federação União Progressista reivindica espaços privilegiados. Pode surgir outro representante, quem sabe, na composição, além de um nome indicado para ser vice de Ricardo.

Dúvidas VII

Isso abre margem para a intenção de Rose de Freitas (MDB)? É uma possibilidade, mas que também precisaria ser dialogada com o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, xerife emedebista. O MDB teria disposição para conduzir duas campanhas majoritárias?

Dúvidas VIII

Tudo isso abre espaço para inúmeras especulações no mercado político, visto que cada grupo precisa apresentar candidatos competitivos ao Senado, já que isso contribui — e muito — para a campanha ao governo.

Dúvidas IX

Observa-se, assim, que embora a pré-campanha ao governo esteja adiantada desde meados de 2024, a corrida ao Senado é formada por diversos arranjos que ainda estão longe de uma definição.

Dúvidas X

Os únicos grupos que têm candidaturas mais consolidadas são justamente aqueles que representam os polos da política brasileira: o PT, que vai pela reeleição de Fabiano Contarato, e o PL, com Maguinha Malta.

Dúvidas XI

Para não sermos levianos, há também o senador Marcos Do Val (Avante), mas, desta vez, suas chances parecem mais reduzidas.

Dúvidas XII

A lição que fica deste processo é clara: será necessária coragem e intensa articulação política para garantir a segunda vaga ao Senado. Cenas dos próximos capítulos.

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