A reflexão recai sobre a chapa para a Câmara dos Deputados do Republicanos, partido que abriga o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini e possível candidato da sigla ao Palácio Anchieta.
Há muitos movimentos em andamento e existe a necessidade de verificar a viabilidade da composição para a Casa que define o tamanho da verba dos partidos destinada ao fundo eleitoral.
Ponto de interrogação I
O cerne disso tudo envolve o deputado federal Evair de Melo. Em tese, ele é pré-candidato à reeleição, mas nutre vontade de disputar uma vaga ao Senado. O mesmo ocorre com o ex-deputado federal Carlos Manato.
Ponto de interrogação II
A questão dessa matemática toda é: teria o Republicanos força suficiente para bancar uma chapa sem Evair no grupo, ainda que conte com representantes como Erick Musso, Coronel Alexandre Ramalho e Soraya Manato no bojo?
Ponto de interrogação III
Num eventual movimento de Evair para o Senado, por exemplo, não faria — ou faria, a depender dos astros — sentido que Manato entrasse na chapa para deputado federal, até porque seria concorrente interno da própria esposa.
Ponto de interrogação IV
Há de se verificar, em toda essa história, quais são as prioridades do partido. Isso porque, como é sabido, a corrida para o Senado está altamente concorrida e há um partido irmão que possui um pré-candidato: o deputado estadual Sergio Meneguelli, cuja pré-candidatura já vem sendo questionada nos bastidores.
Ponto de interrogação V
Ainda com todas as ressalvas e controvérsias, uma candidatura de Evair ou de Manato, com as bênçãos da família Bolsonaro, poderia dar novo gás à corrida, especialmente para garantir a segunda vaga ao Senado, visto que a primeira já teria como dono virtual o ex-governador Renato Casagrande.
Ponto de interrogação VI
O que se observa, sem qualquer análise passional, é que a chapa à Câmara dos Deputados não tem margem para erros. Neste caso, para que uma eventual candidatura de Pazolini ao governo seja bem-sucedida, será necessário equilíbrio em todas as incursões.
Ponto de interrogação VII
Há ainda o entendimento de que as eleições deste ano, visando vagas à Câmara dos Deputados, devem ficar restritas a partidos como PSB, federação União Progressista (Progressistas e União Brasil), Podemos, PT e PL, além do próprio Republicanos.
Ponto de interrogação VIII
Assim sendo, são poucas vagas e poucos concorrentes. Qualquer erro pode ser fatal para os partidos, que precisam estar com a calculadora nas mãos.
Ponto de interrogação IX
No fim das contas, querer não é poder. E todos os envolvidos terão de pensar racionalmente. Perder espaço é sinônimo de ficar distante do prestígio — e não é isso que os políticos locais desejam.
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