O cenário das eleições ES entrou em fase de ebulição nos bastidores da Grande Vitória, com partidos estratégicos desenhando suas peças para a disputa da chapa majoritária. O Progressistas (PP), sob o comando do deputado federal Da Vitória, busca intensamente ocupar espaço de destaque nas principais composições, como vice.
Conforme ES Hoje antecipou, no grupo que apoia a reeleição de Ricardo Ferraço (MDB), ganha força o nome do deputado federal Amaro Neto, que não trocou o Republicanos pelo Progressistas, dentro da federação União Progressista, à toa.
A sigla chegou a sondar nomes de peso na Região Metropolitana para testar viabilidade eleitoral: o empresário de Guarapari, Rodolfo Mai — que, apesar de filiado, descartou entrar na disputa —, além do vereador de Vitória, Camillo Neves, e da Capitão Andressa, do Corpo de Bombeiros. Embora não figurem no topo da majoritária, Camillo e Andressa seguem como fortes ativos para encorpar as chapas proporcional de deputado estadual e federal no Espírito Santo.
O dedo de Casagrande e o futuro político de Amaro Neto
O nome do deputado federal Amaro Neto (Progressistas) caminha a passos largos no centro das discussões sobre a composição majoritária. Fontes de bastidores revelam que a estratégia foi desenhada previamente. Ao ser convidado para migrar para a federação União Progressista, Amaro segurou a ficha de filiação. O parlamentar teria sido orientado diretamente pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB) a carimbar seu passaporte no PP. O objetivo central dessa articulação? Posicionar Amaro Neto como um nome estratégico para ocupar, eventualmente, a vaga de candidato a vice-governador.
A estratégia do Republicanos com Lorenzo Pazolini e Erick Musso
Do outro lado do tabuleiro, a movimentação na chapa do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), ganhou um novo e robusto ingrediente: o presidente estadual da sigla, Erick Musso. Atuando como pré-candidato a deputado federal, Musso trabalha para consolidar a musculatura do Republicanos no Espírito Santo.
A meta é clara: garantir uma sigla forte o suficiente para lançar chapa completa, mesmo que precise avançar sem coligações formais. Caso o cenário exija, o partido não descarta a cartada máxima de lançar candidaturas próprias ao Governo do Estado, vice e Senado. Atualmente, o grupo mantém canais abertos de diálogo com o PL, Novo e PSD. Independentemente das alianças partidárias formais no papel, o projeto de Pazolini e Erick Musso já atrai uma base sólida de pré-candidatos — um apoio de peso que conta, inclusive, com o aval e a garantia do ex-governador Paulo Hartung (PSD).
Aliados históricos em rota de colisão nas urnas capixabas
A dinâmica da política capixaba prova, mais uma vez, que aliados de ontem podem se tornar os adversários de amanhã. Caso se confirmem as projeções de bastidores apontando um embate direto entre uma chapa composta por Ricardo e Amaro contra o bloco liderado por Pazolini e Erick Musso, o eleitor do Espírito Santo assistirá a um duelo de alta voltagem.
O movimento colocará Amaro Neto — que construiu boa parte de sua trajetória recente no Republicanos — em rota de colisão direta contra dois de seus mais históricos e importantes aliados políticos no estado. As cartas estão na mesa, e o tabuleiro do Espírito Santo desenha uma das disputas mais imprevisíveis dos últimos anos.









