Um homem foi preso nesta terça-feira (18) após publicar um vídeo nas redes sociais, gravado durante o ataque que matou o soldado da Polícia Militar (PMES) Paulo Henrique Carvalho Faccin, em Cachoeiro de Itapemirim, no sábado (15). Nas imagens, o homem debocha da situação e afirma: “De camarote! Não brinca não, cê tá doido. De camarote.”
De acordo com a PMES, o homem foi localizado e capturado por policiais do 9º Batalhão, depois de informações levantadas pelo Serviço de Inteligência. O suspeito havia publicado nas redes sociais um vídeo de teor ameaçador, no qual também exibia uma arma falsa.
A publicação foi realizada no contexto da grave ocorrência que resultou na morte do soldado Paulo Henrique Carvalho Faccin. No próprio vídeo, o autor registrou imagens do momento em que o policial militar baleado estava sendo socorrido, ao mesmo tempo em que fazia declarações e exibia a arma falsa.
O homem estava em casa, no bairro São Luiz Gonzaga, em Cachoeiro de Itapemirim. Durante a abordagem, ele confirmou ser o autor da publicação, porém alegou que não teve a intenção de ameaçar policiais militares. Informou ainda que o objeto exibido se tratava de uma arma de plástico.
O armamento falso foi descartado em uma sacola de lixo na varanda da residência. Após indicação do próprio suspeito, o objeto foi localizado e apreendido pelos policiais militares e encaminhado à autoridade policial para as providências e apurações cabíveis.
A PMES ressalta ainda a gravidade e a irresponsabilidade da conduta, principalmente pelas circunstâncias em que o vídeo foi produzido. O autor sabia que um policial militar havia acabado de ser baleado durante uma ocorrência e, ainda assim, decidiu produzir e divulgar um conteúdo de teor ameaçador, exibindo um objeto semelhante a uma arma de fogo e filmando o socorro prestado ao militar ferido.
Vídeo gravado durante socorro de PM
A PMES explica que o caso se tratava de uma ocorrência crítica, que posteriormente teve como desfecho a morte do soldado Paulo Henrique Carvalho Faccin. Diante de uma situação dessa magnitude, não havia espaço para qualquer tipo de brincadeira, provocação ou comportamento irresponsável envolvendo armas, ainda que simuladas.
“Independentemente da alegação apresentada pelo autor de que não pretendia ameaçar policiais, a produção e divulgação de conteúdo dessa natureza, naquele contexto, foi uma atitude inadequada, irresponsável e reprovável, capaz de gerar interpretações graves, aumentar a tensão e contribuir para um ambiente de violência justamente no momento em que um policial militar lutava pela própria vida”, salientou por nota.
A Polícia Militar realçou ainda que condutas dessa natureza não serão tratadas como simples brincadeiras. Situações semelhantes serão prontamente apuradas, seus responsáveis identificados e localizados, e os fatos serão devidamente registrados e encaminhados às autoridades competentes para análise e adoção das medidas legais cabíveis.
Já a Polícia Civil (PCES) completou que a arma apreendida será encaminhada para o Departamento de Balística Forense, da Polícia Científica (PCIES). O caso será investigado.










