Doenças, tatuagens e vacinas: veja o que pode impedir ou adiar a doação de sangue

Com a chegada do Junho Vermelho, campanha criada para incentivar a doação de sangue, especialistas reforçam a importância de conhecer os critérios que garantem a segurança tanto dos doadores quanto dos pacientes que receberão o sangue.

Segundo o Ministério da Saúde, algumas doenças e condições de saúde impedem a doação de forma definitiva. Entre elas estão hepatite B ou C adquirida após os 11 anos de idade, HIV/AIDS, Doença de Chagas, HTLV, histórico de câncer, hanseníase, diabetes tipo 1 com uso de insulina, além de algumas doenças cardíacas e casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Também estão impedidas de doar pessoas com histórico de uso de drogas injetáveis.

“O que é importante explicar é que esses não são critérios de exclusão, mas sim de proteção, tanto para a pessoa que doa, como para a pessoa que recebe”, explica o hematologista Douglas Covre Stocco.

Além das condições de saúde, os candidatos à doação precisam ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos e apresentar boas condições gerais de saúde. Menores de 18 anos devem estar autorizados pelos pais ou responsáveis. Já pessoas com mais de 60 anos só podem doar caso tenham realizado doações anteriormente.

 

Cuidados antes da doação

A hematologista Rayana Bomfim destaca que alguns cuidados são fundamentais para garantir a segurança durante o procedimento.

Entre as recomendações estão dormir pelo menos seis horas na noite anterior, manter boa hidratação, evitar alimentos gordurosos no dia da coleta e não comparecer em jejum ao local de doação.

Também é necessário evitar o consumo de bebidas alcoólicas nas 12 horas que antecedem a doação e apresentar um documento oficial com foto.

 

Situações que exigem espera

Algumas condições não impedem a doação permanentemente, mas exigem um período de espera antes da coleta.

Quem fez tatuagem, colocou piercing ou realizou procedimentos semelhantes deve aguardar entre seis meses e um ano para doar sangue.

Outras situações que podem adiar temporariamente a doação incluem:

  • Procedimentos odontológicos: de 1 a 30 dias, dependendo do tratamento;
  • Aplicação de botox: 72 horas;
  • Sintomas gripais, febre, tosse ou dor de garganta: 30 dias após a recuperação;
  • Diarreia: sete dias após o último episódio;
  • Vacinas contra gripe, hepatite B e tétano: 48 horas;
  • Vacina antirrábica profilática e tríplice viral: 28 dias;
  • Uso de antibióticos: 15 dias após o término do tratamento e a cura da infecção.

Segundo os especialistas, todas essas informações são avaliadas durante a entrevista de triagem realizada antes da coleta.

“O mais importante é que o doador seja totalmente honesto, para que o procedimento possa ser realizado em segurança”, reforça Stocco.

Criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a campanha Junho Vermelho busca ampliar o número de doadores regulares. Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas, contribuindo para manter os estoques dos hemocentros abastecidos durante todo o ano.

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