Celebrado nesta terça-feira (19), o Dia Nacional da Cefaleia chama atenção para um problema que afeta milhões de brasileiros e pode comprometer significativamente a qualidade de vida. Em entrevista à Rádio ES Hoje, o neurologista da Rede Meridional, José Antônio Fiorot, destacou que a dor de cabeça está entre as queixas médicas mais frequentes e exige atenção, principalmente quando ocorre de forma recorrente.
Segundo o especialista, as cefaleias podem ser classificadas como primárias — como enxaqueca e dor tensional — ou secundárias, quando estão associadas a condições mais graves, como aneurismas, tumores, traumatismos cranianos e infecções.
O médico ressalta que nem toda dor de cabeça representa um problema grave, mas alguns sinais devem servir de alerta para uma avaliação médica imediata. Entre eles estão febre associada à dor, sintomas neurológicos, início da cefaleia após os 50 anos e dores persistentes após pancadas na cabeça.
O neurologista também chamou atenção para os riscos da automedicação, prática comum entre brasileiros que recorrem frequentemente a analgésicos sem orientação profissional.
“O uso indiscriminado de analgésicos pode piorar a dor de cabeça, principalmente nos casos de enxaqueca”, explicou.
Entre os fatores que podem desencadear crises, especialmente de enxaqueca, estão o excesso de cafeína, chocolate, alimentos defumados, bebidas alcoólicas e longos períodos em jejum.
Para o especialista, mudanças de hábitos e acompanhamento médico são fundamentais para controlar o problema e evitar impactos mais severos na rotina dos pacientes.
“Se a dor de cabeça está impactando sua qualidade de vida, procure uma consulta médica, preferencialmente com um neurologista, para avaliação e tratamento adequado”, orientou.
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