A chegada do outono, no final de março, trouxe mudanças climáticas que impactam diretamente a saúde dos olhos. A redução da umidade do ar e o aumento de partículas como poeira e mofo podem causar alergias oculares e a chamada síndrome do olho seco, condições cada vez mais comuns na população.
Em entrevista à Rádio ES Hoje, a oftalmologista Liliana Nóbrega explicou que o problema tende a se intensificar nessa época do ano. “A diminuição da umidade do ar realmente afeta a superfície dos olhos. Eles ficam mais ressecados, e pessoas com tendência à alergia podem ter o quadro agravado”, afirmou.
Ardência, coceira, sensação de areia nos olhos, visão embaçada e desconforto ao final do dia estão entre os principais sintomas do olho seco, especialmente em pessoas que passam longos períodos em frente a telas ou expostas ao ar-condicionado. Segundo a especialista, o ato de piscar pode aliviar temporariamente a visão embaçada — um indicativo comum da condição.
Para prevenir e amenizar os sintomas, a médica recomenda medidas simples no dia a dia, como higienizar a região dos olhos, usar colírios lubrificantes com orientação médica, evitar vento direto do ar-condicionado e manter o ambiente umidificado. Pausas frequentes durante o uso de telas também são fundamentais.
“Nunca devemos nos automedicar. É importante passar por uma consulta para que o oftalmologista indique o tipo de lágrima artificial e a posologia correta”, alertou a especialista.
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