Muito se fala sobre qualidade de sono, as sonhadas oito horas bem dormidas para ter um dia sem mal humor, indisposição e dor de cabeça. O que muitas pessoas não sabem é que nem todos precisam desse tempo para acordar cheio de disposição.
É o caso do goleiro Fábio Deivson, 43 anos, do Fluminense, que tem a síndrome do Dormidor Curto, uma condição em que a pessoa não precisa dormir muitas horas para ficar restaurado. Atuando como goleiro, é comum pensarmos que ele precise de boas horas de sono reparador para estar atento e com os reflexos em dia.
O ator, roteirista e diretor Miguel Falabella, por exemplo, dorme apenas 4 horas; A primeira-dama da hotelaria no Brasil, Chieko Aoki, CEO da rede Blue Tree, dorme em média 6 horas por noite; e Ivo Pitanguy (1923 – 2016), dormia apenas 5 horas por noite.
Essa síndrome é rara atinge menos de 5% da população mundial. Uma pessoa na idade do goleiro até os 60 anos, deveria dormir em média 7 a 9 horas por noite. No caso do defensor do Fluminense, as três, quatro horas que o goleiro dorme são suficientes para ele se recuperar, independente de jogo ou não.
Jéssica Polese é Pneumologista e médica do sono e explica sobre o sono e como a reparação funciona. “O dormidor curto é o indivíduo que consegue ficar bem com poucas horas de sono, a grande maioria que acham que são dormidores curtos, sofrem na verdade de privação de sono. Ou seja, elas se propõem a dormir pouco e se acostumam com isso, mas se você dorme pouca quantidade de horas, pode prejudicar a saúde, diferente do dormidor curto que não se prejudica por dormir menos horas”.
Cada organismo funciona de um jeito para tudo e com o sono não é diferente. Algumas pessoas se dormirem menos do que estão acostumados, ficam literalmente de ressaca, e seu dia dificilmente começara bem.
Diagnóstico
Para identificar se é síndrome do Dormidor curto ou insônia, a especialista conversa com o paciente, para saber como é a rotina dessas pessoas durante a semana, nos fins de semana. “Como é o comportamento nos fins de semana, isso vai identificar que possivelmente a pessoa consegue dormir melhor nos fins de semana, deixando evidente que os compromissos da semana tiram o sono, e no fim de semana, sem as obrigações, consegue relaxar e dormir”.
Na síndrome do sono insuficiente as pessoas podem desenvolver ao longo dos anos problemas organismos, psiquiátricos e cardiovasculares.









