Natação melhora saúde respiratória, cardíaca e motora da criança

Após publicar vídeo polêmico na internet, a mãe de uma menina de seis meses foi criticada por deixar seu bebê simular afogamentos em uma piscina para aprender a nadar. A mulher se defendeu, explicando a técnica, dizendo que já havia tido um filho que morreu porque não sabia nadar e não queria que a história se repetisse. Keri Morrison, que mora na Flórida, nos Estados Unidos, deixou a filha, Josie, tentar resgatar seu sapatinho sozinha, que foi parar no meio de uma piscina.

De acordo com o coordenador de Educação Física do Centro Educacional Primeiro Mundo, João Paulo Fernandes Pinto, o trabalho na área de Natação deve sempre ser feito acompanhado de um profissional e dos pais. Ele explica que existem estudos que apontam que um bebê possui um mecanismo de bloqueio da glote, o que evitaria o afogamento, mas esse bloqueio não dura muito tempo. “Por isso a criança nunca deve ser deixada sozinha. As crianças de até um ano não têm medo da água, e associam o meio líquido a algo prazeroso”, completa.

O coordenador também garante que o aprendizado ao lado dos pais proporciona mais confiança às crianças, e, por isso, pode ser mais vantajoso. “Atualmente é mais comum você ver escolas que permitem essa interação e participação dos pais, porque já existe a consciência de que para o bebê esse método é melhor”, exclama. Fernandes pondera que independentemente desse contato inicial, quando mais madura, a criança também tem capacidade de executar atividades na imerso.

“E a cada etapa que a criança vai desenvolvendo, mais liberdade ela ganha, mas é uma liberdade assistida”, destaca. Ele diz que por mais que o jovem consiga fazer as tarefas passadas com o melhor desempenho possível, a possibilidade de um acidente não pode ser ignorada. “Além disso, os benefícios que o esporte aquático traz são inúmeros. O desenvolvimento do equilíbrio, da força, até de funções cardíacas e respiratórias são melhores quando há a prática de Natação, por exemplo”, finaliza.

Segundo o secretário de Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Danilo Blank, a comunidade pediátrica, seguindo as literaturas existentes, não recomenda que uma crianças com menos de um ano seja submetida a atividades aquáticas. Ele conta que antigamente existis uma outra recomendação formal que só aconselhava crianças acima de quatro anos a terem contato direto com a água. “Um bebê não tem maturidade neurológica para aprender a nadar dessa forma”, pondera.

Para ele, a bebê, como no caso do vídeo, deve estar incondicionalmente acompanhada e não deve ser deixada sozinha em hipótese alguma. “Não se recomenda essa prática, mas, se observar-se que o bebê está se divertindo e acompanhado, malefícios não deve trazer”, explica. (Pedro Permuy)

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

Notícias Relacionadas