Governo federal regulamenta segurança privada e endurece regras no país

O governo federal publicou, nesta quarta-feira (10), um decreto que estabelece novas regras para autorização, controle e fiscalização dos serviços de segurança privada no Brasil. A medida regulamenta a Lei da Segurança Privada e amplia o rigor sobre a atuação do setor, especialmente em instituições financeiras.

A partir das novas normas, empresas de segurança privada só poderão operar mediante autorização da Polícia Federal, que passa a concentrar a fiscalização das atividades, profissionais e sistemas eletrônicos de monitoramento.

 

Regras para empresas de segurança privada

O decreto determina que as empresas deverão cumprir requisitos como:

  • Comprovação de capital mínimo;
  • Origem lícita dos recursos;
  • Instalações adequadas;
  • Contratação de seguro.

Além disso, cada tipo de serviço deverá seguir exigências específicas, como número mínimo de profissionais, veículos padronizados e equipamentos obrigatórios.

Entre as atividades regulamentadas estão vigilância patrimonial, transporte de valores, segurança pessoal, monitoramento eletrônico e gerenciamento de riscos.

 

Regras mais rígidas para profissionais

O texto também define normas para vigilantes, supervisores e operadores de sistemas eletrônicos. Todos deverão:

  • Passar por cursos autorizados pela Polícia Federal;
  • Realizar atualização periódica;
  • Apresentar certidão negativa de antecedentes criminais;
  • Renovar registro a cada dois anos

O uso de uniforme será obrigatório, com exceções específicas, e não poderá se assemelhar ao das forças de segurança pública.

 

Regras para bancos e instituições financeiras

As instituições financeiras terão exigências mais rígidas. Agências com atendimento ao público e circulação de valores deverão ter plano de segurança aprovado pela Polícia Federal.

Entre os itens obrigatórios estão vigilantes armados, sistemas de monitoramento por câmeras, alarmes e cofres com dispositivos de segurança.

 

Controle de armas e fiscalização

O decreto também estabelece regras para compra, transporte e armazenamento de armas, munições e equipamentos utilizados na segurança privada. A autorização seguirá sob responsabilidade da Polícia Federal.

O texto prevê ainda penalidades para serviços irregulares, com multas que podem variar de R$ 1 mil a R$ 30 mil, além de apreensão e destruição de materiais usados em atividades clandestinas.

Com informações da Agência Brasil 

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