Capixaba esposa do juiz Macário Júdice é indiciada pela Polícia Federal

A jornalista capixaba Flávia Ferraço Lopes Júdice, esposa do juiz federal Macário Júdice Neto, está entre os indiciados pela Polícia Federal em investigação que apura o repasse de informações sigilosas a integrantes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

Além dela, também foram indiciados o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e outras três pessoas.

A reportagem tentou contato com a defesa de Flávia Júdice por telefone e mensagem, mas não houve manifestação até o momento. As defesas de outros citados também não foram localizadas.

Flávia é jornalista e atuou até o início de novembro deste ano em atividades ligadas à presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), então comandada por Bacellar.

Seu marido, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), chegou a ser preso durante as investigações, mas não foi indiciado. De acordo com a Polícia Federal, a decisão seguiu as normas da Lei Orgânica da Magistratura, que prevê procedimentos específicos para responsabilização de juízes.

Investigação apura vazamento de informações

Segundo a PF, o caso envolve suspeitas de vazamento de dados confidenciais sobre operações policiais, o que teria beneficiado integrantes do Comando Vermelho e permitido a fuga de alvos antes do cumprimento de mandados.

O ex-deputado TH Joias teria sido avisado previamente sobre sua prisão, realizada em setembro de 2015. Conversas interceptadas indicam que ele manteve contato com Bacellar na véspera da operação, inclusive após adquirir um novo celular.

No dia da ação policial, TH não foi encontrado em sua residência, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, sendo localizado apenas horas depois em outro endereço.

Para os investigadores, as mensagens e imagens trocadas entre os envolvidos indicariam tentativa de obstrução das investigações e possível atuação coordenada para proteger integrantes de organização criminosa.

Suspeitas sobre atuação do magistrado

O juiz federal Macário Júdice Neto também foi alvo das investigações após análise do celular de Bacellar. Diálogos apontariam proximidade entre os dois entre outubro e dezembro de 2025.

O magistrado chegou a ser preso sob suspeita de irregularidades na condução do processo envolvendo TH Joias, incluindo a hipótese de ter alertado o deputado sobre a operação policial — versão negada pelas defesas.

Apesar disso, ele não foi indiciado, conforme destacou a Polícia Federal.

Defesa de investigados

Em nota, o advogado Daniel Bialski, defensor de Bacellar, afirmou que não há provas que sustentem a acusação contra seu cliente e classificou o indiciamento como arbitrário.

A Polícia Federal sustenta, no entanto, que o caso revela possível infiltração de interesses criminosos em estruturas do Estado, com impacto direto na segurança pública.

*Com informações da Folhapress – BRUNA FANTTI

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