O ex-prefeito de Colatina, Sergio Meneguelli (PSD), oficializou nesta quarta-feira (5) sua candidatura ao Senado Federal durante a convenção estadual do partido, realizada em Vitória. Em discurso, o candidato criticou o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, e afirmou que enfrentou dificuldades para deixar a legenda e viabilizar sua candidatura pelo PSD.
Segundo Meneguelli, foi necessário obter uma “carta de alforria” para conseguir se desfiliar do Republicanos. O ex-prefeito afirmou que Erick Musso tentou impedir sua saída do partido e, posteriormente, dificultar sua candidatura.
“Pedi minha carta de alforria. Quando ele viu que não podia mais me segurar, começou a querer atrapalhar a minha candidatura. Deus sabe. Ele foi covarde comigo.”
O PSD disputa as eleições deste ano com candidatura própria ao Senado e não integra a coligação liderada pelo Republicanos.
Após as críticas, Meneguelli elogiou o presidente estadual do PSD, Renzo Vasconcellos.
“Agora estou com um homem sério. O Renzo é sério.”
Na sequência, o ex-prefeito apresentou as principais diretrizes de sua campanha. Segundo ele, a disputa será baseada no apoio popular e nas redes sociais, sem grandes investimentos financeiros.
“Cada curtida, cada mensagem que vocês mandarem vai fazer a diferença. Não vai ser uma campanha de milhões. Vai ser uma campanha simples, de coragem.”
Meneguelli também criticou o uso de recursos públicos em disputas políticas e afirmou que os representantes eleitos devem priorizar políticas públicas.
“Usam dinheiro público para discutir política partidária. Nós precisamos discutir políticas públicas.”
Ao relembrar sua gestão à frente da Prefeitura de Colatina, o candidato afirmou que conseguiu dar projeção nacional e internacional ao município e disse que pretende levar essa experiência para o Senado.
“O Espírito Santo é um dos estados mais lindos do Brasil, mas ninguém divulga as nossas riquezas. Quero buscar recursos para o Estado e fortalecer principalmente o turismo.”
Meneguelli também defendeu uma atuação política mais próxima da população, afirmando que os representantes eleitos precisam estar nas ruas e manter contato direto com os cidadãos.
No encerramento do discurso, o candidato fez uma defesa da liberdade de imprensa.
“A imprensa é uma das coisas mais importantes da democracia. Se ela for perseguida, não existe democracia. Existe ditadura disfarçada.”










