PL pede vice e duas vagas ao Senado para apoiar Pazolini

Faltando cerca de um mês para o início das convenções partidárias, o PL ainda não definiu oficialmente se terá candidatura própria ao Governo do Espírito Santo nas eleições de 2026. O nome do senador Magno Malta não avança nas pesquisas, ao passo que sua rejeição supera a soma das pré-candidaturas postas no Estado – Pazolini, governador Ricardo ferraço (MDB) e o deputado federal Helder Salomão (PT).

Nos bastidores, porém, as conversas sobre alianças avançam e revelam o tamanho do desafio para a construção de uma frente conservadora em torno do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos).

A principal prioridade do PL capixaba é garantir espaço para a vice-presidente estadual da legenda, Maguinha Malta, filha do senador e presidente do partido no Espírito Santo. A partir dessa premissa, o PL teria apresentado ao Republicanos uma proposta para integrar o projeto de Pazolini ao Palácio Anchieta.

A exigência, segundo fontes ligadas às negociações, inclui a vaga de vice-governador e as duas candidaturas ao Senado na chapa. Uma delas seria destinada a Maguinha Malta e a outra ao Novo, partido que mantém proximidade política com o PL no Estado e cujo pré-candidato é o vereador de Vitória, Leonardo Monjardim.

Republicanos vê proposta como de alto custo político

Nos bastidores do Republicanos, a avaliação é de que o pacote apresentado pelo PL tem custo político elevado e dificulta a construção de uma composição mais ampla para 2026.

Uma fonte ligada ao partido presidido no Espírito Santo por Erick Musso classificou a proposta como “extremamente cara”, especialmente diante da necessidade de acomodar outros aliados estratégicos que também disputam espaço na futura chapa majoritária.

A negociação ocorre em um cenário em que o Republicanos busca ampliar sua base de apoio para fortalecer uma eventual candidatura de Lorenzo Pazolini ao governo estadual.

PSD entra no radar das articulações

Enquanto tenta manter diálogo com o PL, o Republicanos também preserva canais abertos com o PSD, partido do ex-governador Paulo Hartung.

As conversas entre as duas legendas não são novidade. No Espírito Santo, PSD e Republicanos mantêm interlocução política frequente e compartilham interesses em torno da construção de um projeto competitivo para a disputa estadual.

Além de Hartung, outro fator pesa na equação: o deputado estadual Sergio Meneguelli, filiado ao PSD, trabalha para viabilizar uma candidatura ao Senado. A movimentação reduz ainda mais a margem para atender às pretensões do PL dentro de uma eventual aliança.

Disputa pelo Senado amplia impasse

A corrida pelas duas vagas ao Senado é apontada como um dos principais pontos de tensão das negociações eleitorais para 2026.

Caso o Republicanos avance em entendimentos com o PSD, nomes como Paulo Hartung e Sergio Meneguelli podem ocupar espaços considerados estratégicos na composição da chapa, tornando mais difícil acomodar as demandas apresentadas pelo PL.

O cenário evidencia que a definição sobre apoios e alianças dependerá não apenas da disputa pelo governo estadual, mas também da distribuição dos espaços para o Senado e para a vice-governadoria.

Magno Malta nega definição sobre composição

PL pede vice e duas vagas ao Senado para apoiar PazoliniProcurado pela reportagem, o senador Magno Malta afirmou, por meio de sua assessoria de comunicação, que não existe qualquer definição sobre alianças ou exigências para uma eventual composição eleitoral.

Também questionada sobre a decisão sobre candidatura majoritária, seja do próprio Malta ou de outro nome, como Diego Cassotto – conforme fonte de ES Hoje, nada foi confirmado.

“No ambiente político é comum surgirem especulações. Mas o senador trata qualquer composição, aliança ou projeto eleitoral com responsabilidade e no momento adequado. Quando houver uma decisão oficial, ela será comunicada pelo partido e pelos canais oficiais”, informou a assessoria.

Em tempo, Diego Cassotto foi vice na chapa derrotada do PL à prefeitura da Serra em 2024, cujo cabeça de chapa “puro sangue” foi o então vereador Igor Elson. Se apresentando como “ultraconservador”, é apontado como presidente da chamada “Liga de Pastores Conservadores do Espírito Santo”, organização que reúne lideranças religiosas alinhadas a pautas conservadoras e de participação política.

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