Da Vitória adota cautela enquanto Evair se nega a ter palanque com o Palácio

O presidente do Progressistas e da federação União Progressista no Espírito Santo, deputado federal Da Vitória, rompeu o silêncio em relação à postura do deputado estadual Marcelo Santos (UB) em apoio às pré-candidaturas de Euclério Sampaio (MDB) ao Senado e Ricardo Ferraço (MDB) ao Governo do Espírito Santo.

Em discurso empolgado, Marcelo Santos afirmou que Ricardo é o futuro governador do Espírito Santo. Para isso, no entanto, não precisa que ele vença as eleições de outubro. Mas, que o governador Renato Casagrande (PSB) renuncie ao cargo – seja para concorrer ou por qualquer outro motivo. Mas, naturalmente, não parecia o tom do presidente da Ales.

Tirando por menos, Da Vitória avalia que foi um discurso de entusiasmo e motivacional. Já, Evair de Melo, que havia conversado com ES Hoje tem menos tolerância. “Marcelo está na vida pública há muito tempo, é um político experiente e é amigo de Ricardo e Euclério. Num evento como esse, avalio que foram palavras de motivação e entusiasmos no calor do momento. Não tenho que ligar para ele ou discutir algo assim, temos um ano pela frente e muita discussão”, minimizou Da Vitória.

Para Da Vitória, a eleição dos aliados de Marcelo de fato é um desejo do presidente da Ales, mas, que dentro da federação, ainda será muito discutido. “Eu, como presidente, preciso ter cautela. Tenho obrigação de ser equilibrado. E é preciso alinhar com a nacional da federação União Progressista. Vale lembrar também que nós temos Evair de Melo, que é deputado há mais tempo que eu e Progressistas há mais tempo que eu, e que tem trabalhado pré-candidatura ao Senado. Portanto, não vou entrar em debate extemporâneo”.

Já Evair de Melo foi mais taxativo. “Até aqui eu estava em silêncio sobre as eleições de 2026. Apenas cuidando da minha vida, meu mandato. Porém, diante dos últimos fatos, falas e posicionamentos, serei voto para que a federação União Progressista tenha palanque diferente do palaciano.  O tamanho da federação, com dois deputados federais e presidente da Assembleia, não pode ser comportar como vagão”, decretou.

Com um pé no Progressistas, cujas portas da sigla foram abertas pelo presidente nacional Ciro Nogueira, o  prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (sem partido), entende que os posicionamentos denotam desentendimento da federação em âmbito estadual. A ES Hoje ele disse que precisa entender para, de fato, assinar ficha de filiação.

Arnaldinho sobre União Progressista: os partidos não estão se entendendo

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