“OAB não tem partido”: presidente reforça compromisso com independência e renovação

A nova presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES), Érica Neves, adota um tom firme ao afirmar seu compromisso com a imparcialidade institucional e o respeito às fronteiras entre a entidade e a política partidária. Para ela, ocupar esse cargo significa estar permanentemente vinculada à função, sem espaço para manifestações políticas pessoais, ainda que em ambientes informais.

“A OAB não tem partido, e quem assume tem esse ônus de também não ser publicamente uma pessoa ativa na política partidária. O partido de quem assume uma gestão é óbvio, então o que for bom pra OAB, a gente manifesta, o que for pessoalizar, a gente não pode manifestar. É o ônus que a pessoa tem, e é o ônus que eu assumi, e que eu acho que toda a gestão tem isso muito tranquilo na cabeça”, enfatiza.

Entre os desafios que marcam o início da sua gestão, a presidente destaca a necessidade de uma nova sede para a seccional capixaba. Classificada como a pior do país pelo Conselho Federal da OAB e por outras seccionais, Érica afirma que a atual estrutura não condiz com a advocacia do Espírito Santo.

Embora reconheça a importância do projeto, ela admite que as condições financeiras da entidade tornam inviável um investimento imediato com recursos próprios, o que exigirá articulações junto ao Conselho Federal da OAB. Ainda assim, a presidente reforça que, se houver oportunidade, não deixará a chance escapar. “A advocacia capixaba merece uma sede condigna, e, se for possível, vamos fazer”, garante.

Outro tema que pode ganhar força na gestão de Érica Neves é a limitação da reeleição dentro da OAB-ES. Inspirada em modelos já adotados por outras seccionais, a presidente defende a ideia de restringir a recondução ao cargo a apenas um mandato consecutivo, combatendo a perpetuação de grupos no comando da entidade.

“O ad eternum está demodê. Acho péssimo, acho que a gente perde o ímpeto das pessoas de participarem, a gente perde o gás. Veja que a gente fez tanta coisa em 30 dias que, se fosse um continuísmo, com certeza não ia ter sido feito. E é natural. Não é nem porque não queira fazer. É porque você já está ali, então você sedimenta o seu fervor de entregar, de se dedicar, e é ruim pra instituição”, afirma. Apesar de o tema ainda não ter sido formalmente discutido, Érica demonstra total simpatia pela proposta e sinaliza que poderá pautá-la no Espírito Santo.

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