Menina com TEA some após escola e é achada em outra cidade

A adolescente Maria Eduarda, de 13 anos, que havia desaparecido na última sexta-feira (15) após sair da escola municipal Constantino José Vieira, em Viana, na companhia de uma colega que também estuda na unidade, foi localizada na manhã deste domingo (17), em Vitória. A jovem, que tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi encontrada pela Guarda Civil Municipal após uma denúncia.

De acordo com a Secretaria de Segurança Urbana de Vitória, as equipes foram acionadas após um cidadão informar ao 190 que havia visto duas adolescentes com características semelhantes às divulgadas sobre o caso. A partir da denúncia, os agentes intensificaram o patrulhamento na região do bairro Parque Atlântica e conseguiram localizar as duas meninas.

No momento da abordagem, elas estavam aparentemente bem, sem sinais de lesões. Os familiares e o Conselho Tutelar foram acionados imediatamente, e as adolescentes foram encaminhadas ao Departamento de Polícia Judiciária (DPJ), já que havia registro formal de desaparecimento.

O caso mobilizou diferentes órgãos públicos e chegou ao gabinete do prefeito de Viana, que passou a acompanhar a ocorrência de perto. Segundo ele, equipes das áreas de segurança, educação e assistência social foram acionadas, além do Conselho Tutelar, para reunir informações e auxiliar nas buscas.

Durante o sábado (16), imagens de câmeras de videomonitoramento ajudaram a identificar que Maria Eduarda estava acompanhada de outra adolescente, caminhando pela região do bairro Marcílio de Noronha, nas proximidades da BR-101. A suspeita é de que as duas tenham atravessado a rodovia e seguido trajeto possivelmente em um veículo ou transporte coletivo.

O prefeito também fez um apelo público para que a população colaborasse com informações que pudessem ajudar na localização das adolescentes, destacando a importância do apoio das forças de segurança e da comunidade.

Família cobra explicações da escola

A família de Maria Eduarda afirma que a adolescente é estudante da rede municipal e possui TEA nível 2, condição que exige acompanhamento constante. Segundo os familiares, ela deveria ter sido acompanhada por uma cuidadora da escola até a van responsável por levá-la para casa, como ocorre diariamente.

Diante disso, os parentes questionam como a jovem conseguiu deixar a unidade escolar sem supervisão adequada. Para responsáveis, em casos de alunos com necessidades especiais, é obrigação da escola garantir a entrega direta ao responsável ou ao transporte autorizado. A família agora busca esclarecimentos sobre as circunstâncias do desaparecimento e cobra providências da unidade de ensino e do município.

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