OBMEP 2025 entra na reta final: estratégias para a segunda fase

A segunda fase da 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) será realizada no dia 25 de outubro. Diferente da primeira etapa, de múltipla escolha, a nova fase é discursiva e exige dos participantes mais do que a resposta correta: é preciso demonstrar com clareza o raciocínio seguido até a solução.

Segundo especialistas, esse é o ponto de virada da competição. “A segunda fase da OBMEP é sobre argumentação matemática. Em vez de marcar a alternativa certa, você terá que escrever. E é aí que mora a grande diferença”, explica Pedro Cavalcante, professor de matemática do Instituto Ponte, instituição capixaba que tem como objetivo promover a ascensão social em uma geração através da educação de qualidade.

OBMEP 2025 entra na reta final: estratégias para a segunda faseOrientações para os candidatos
Pedro Cavalcante destaca algumas estratégias que podem fazer diferença na prova:
– Clareza na explicação: “É fundamental expor o passo a passo, detalhando como chegou aos valores intermediários e justificando o uso de fórmulas ou teoremas.”
– Valorização do rascunho: “Mesmo uma solução incompleta pode render pontos. Se errar, apenas risque e recomece, sem apagar.”
– Criatividade: “A OBMEP não cobra apenas fórmulas, mas a capacidade de pensar além do óbvio.”
– Gestão do tempo: “Leia toda a prova, comece pelas questões em que se sente mais confiante e volte às mais difíceis depois.”

Uma porta de entrada para oportunidades
Criada em 2005, a OBMEP se consolidou como o maior evento científico do país e tem sido responsável por revelar talentos da matemática em escolas públicas. A participação bem-sucedida pode abrir portas para a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), para o Programa de Iniciação Científica (PIC) — que oferece bolsas de pesquisa — e para instituições parceiras, como o Instituto Ponte.

O Instituto Ponte atende atualmente 466 alunos de 19 estados brasileiros, e tem muitos exemplos de medalhistas espalhados pelo país. Um deles é Carlos Daniel, que está na 1ª Série do Ensino Médio, natural de Formosa da Serra Negra (MA), medalhista de ouro em 2024. O desempenho na olimpíada foi decisivo para que o estudante de 15 anos conquistasse uma vaga no Instituto Ponte este ano.

“Na minha preparação, foi essencial focar nos conteúdos que a prova exige, mas especialmente focar em resolver questões de edições anteriores porque a prova não exige uma profundidade muito grande nos conteúdos. O mais importante é conseguir desenvolver um raciocínio e apresentar bem a solução proposta para as questões. Também vale a pena focar e estar bem seguro com a matemática básica. Não errar contas simples pode ajudar a garantir pontos valiosos!”, conta o estudante.

Matemática como ferramenta de futuro
Para Cavalcante, a preparação para a OBMEP vai além da competição. “A matemática é um músculo que se desenvolve. Ela melhora o raciocínio lógico, a capacidade de resolver problemas e a disciplina. São habilidades úteis em qualquer área da vida, não apenas no mundo acadêmico.” A segunda fase da OBMEP promete, portanto, mais do que premiar talentos: será também um trampolim para jovens que vêem na ciência a chance de transformar o futuro.

Thauane Lima
Thauane Lima
Bacharel em Jornalismo pela UFES

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