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19 de abril de 2024
sexta-feira, 19 de abril de 2024

5 alertas bíblicos sobre os casamentos segundo as estatísticas do IBGE

5 alertas bíblicos sobre os casamentos segundo as estatísticas do IBGEOs resultados da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em cartórios de todo o Brasil no ano de 2022 e divulgada nesta quarta-feira (27) acendeu o sinal de alerta para alguns dados. E gostaríamos de fazer breves reflexões à luz da Palavra de Deus em cima da realidade que se desenha nos casamentos brasileiros.

Primeiro, queremos chamar atenção para os seguintes dados da pesquisa:

  • O número de divórcios foi o recorde da série histórica

O número de divórcios no Brasil cresceu 8,6% em 2022 na comparação com 2021, chegando a 420.039. Desses, 81,1% ocorreram na Justiça e 18,9% foram assinados sem recorrer aos tribunais. O número total de separações é o maior da série histórica iniciada em 2007 pelo IBGE.

Não consta, na pesquisa, o recorte relacionado a religião. Mas não é difícil perceber empiricamente que, entre os cristãos evangélicos, esses números não parecem ser muito diferentes. Mas, antes de refletirmos sobre, vamos aprofundar um pouco essas estatísticas.

  • Metade dos casamentos que terminam em divórcio duram menos de 10 anos

Cerca de 47,7% dos casais se divorciam com menos de 10 anos de união; 25,9% permanecem juntos entre 10 e 19 anos até o divórcio, e 26,4% se separam com mais de 20 anos de casamento.

  • Separações precoces: tempo entre casamento e divórcio diminuiu

Em 2010, o tempo médio entre o casamento e o divórcio era de 15,9 anos; agora, em 2022, esse tempo caiu para 13,8 anos.

casamento
Maioria dos divórcios foi entre casais com filhos novos
  • Maioria dos divórcios foram entre casais com filhos menores de idade

O perfil dos casais que se divorciaram em 2022 foi majoritariamente de pessoas com filhos menores de idade. Os dados mostram que 54,2% dos divórcios foram entre casais com filhos menores, avanço de 4 pontos percentuais na comparação com 2020, quando o grupo representou 50,9%.

O levantamento destaca ainda que o percentual de divórcio entre casais com filhos maiores de idade diminuiu nos últimos 12 anos, passando de 19,4% para 15,8%. A separação entre casais sem filhos permaneceu praticamente inalterada nos últimos anos, variando de 29,7 em 2020 para 29,4% em 2022.

Quais alertas esses números ligam?

1) Casais devem ser prioridade

Primeiramente, o cuidado com os casados deve ser prioridade de todas as igrejas. Muitas vezes estamos focando no cuidado com as crianças e adolescentes – o que, obviamente, é necessário.

Mas se, sobretudo, não for tratada a família, com prioridade no casal, aquele que se tornou uma só carne, que Deus uniu e que, portanto, não deve se separar (Mt 19.4-6), cuidar das crianças deste casal no ministério infantil será quase que como enxugar gelo.

Veja que é o casal – e não a igreja – que é responsável por instruir a criança nos caminhos de Deus para que dele não se desvie (Pv 22.6) – a igreja irá ajudar, mas essa responsabilidade não pode jamais ser transferida.

Sendo assim, casamentos saudáveis é que farão filhos saudáveis. E esse casamento será o testemunho vivo da eficácia do Evangelho, quando o marido demonstrar por sua esposa o amor sacrificial de Cristo e o cuidado santo por ela e a esposa, em santo amor se submeter e honrar este marido, como a Igreja faz com seu Noivo. Esse testemunho vivo dentro de casa é crucial para a eficácia da pregação do Evangelho na vida das crianças, o que o ministério infantil potencializará.

casamento
Casamentos saudáveis fazem filhos saudáveis

Maridos e esposas precisam aprender seus papéis diante de Deus. E, para isso, cursos e ministérios como “Casados para Sempre” e “Curso Aliança”, que trabalham profundamente os laços conjugais, além de “Mulher Única” e “Homem ao Máximo”, por exemplo, que trabalham as nuances bíblicas da identidade feminina e masculina – o que também diz respeito ao casamento e à criação de filhos – são excelentes ferramentas que as igrejas podem utilizar para cuidar dos casais.

2) Deve-se deixar claro que o casamento visa, antes, a glória de Deus

Sobre este tópico, existe um homem de Deus que fala com muita propriedade e abençoou sobremaneira o meu casamento. Deixo a explanação para ele.

“Quando começamos a orientar nosso casamento ao redor da verdade bíblica, vemos algo impressionante. O casamento não foi somente inventado por Deus, mas também pertence a Ele. O Senhor faz uma reivindicação singular sobre as características, o propósito e os objetivos do casamento. O casamento existe realmente mais para Ele do que para você, para mim ou para nosso cônjuge.

Isso mesmo. O casamento não diz respeito, primeiramente, a mim e ao meu cônjuge. É óbvio que o homem e a mulher são essenciais, mas também são secundários. Deus é a pessoa mais importante em um casamento. Esta união visa ao nosso bem, mas em primeiro lugar, visa à glória de Deus.

Isso talvez pareça estranho, surpreendente ou difícil de aceitar, mas é uma verdade vital para cada casal cristão. O culto na igreja pode oferecer as formalidades religiosas de um casamento, mas fazer de Deus a autoridade desse relacionamento é uma realidade diária”.

(HARVEY, Dave. Quando Pecadores Dizem Sim. Editora Fiel, 2019. p. 22 e 23)

5 alertas bíblicos sobre os casamentos segundo as estatísticas do IBGE
“Deus é a pessoa mais importante no casamento” (Dave Harvey)

Numa época quando o culto ao ego e o hedonismo imperam, inclusive dentro de muitas igrejas que prestam um culto centrado no homem – que lástima! – uma verdade como essa é altamente confrontadora. Desde quando eu e você entregamos nossa vida a Jesus, tudo é dEle e para a glória dEle, e não para o meu ou o seu deleite. A bem da verdade, a glória do Senhor é o nosso deleite (Sl 37.4).

 3) Os filhos não são prioridade após a paternidade/maternidade

No imaginário popular está dito que após nos tornarmos pais e mães passamos a viver para nossos filhos. Mas Deus é bem claro em Sua Palavra que a prioridade de marido e mulher continuará, até que a morte os separe, sendo o cônjuge. Não foi com o filho que nos tornamos uma só carne (Mt 19.4-6), foi com o cônjuge. Não é filho que completa marido e mulher, é o cônjuge (Gn 2.18). O corpo do marido ou da mulher não é de autoridade do filho, mas do cônjuge (1Co 7.1-5). Não é aos filhos que somos chamado a “amar como Jesus amou e se entregar” (Ef 5), é ao cônjuge.

Filhos são, sim, herança do Senhor (Sl 127.3), devemos amá-los e instruí-los, tendo o compromisso fundamental e inquebrável de criá-los e educá-los para a glória do Senhor (Ef 6.4, Dt 6.6-7). Mas eles estão um degrau abaixo nessa “hierarquia de amor”. E, quanto mais isso for entendido por eles, mais claramente entenderão o que é o amor de Cristo, mais segurança terão, mais confiantes serão. Porque um casamento sólido, de compromisso e comprometimento mútuo sólido, de cumplicidade, de fidelidade e transparência, tende a produzir uma parentalidade sólida. Primeiro o casamento, depois os filhos.

4) Jovens casais precisam ser discipulados

A maioria dos divórcios foram entre casais com filhos menores de idade. Isso liga um alerta muito claro: jovens casais com filhos clamam por acompanhamento. Primeiro, porque estão em um casamento recente, estão aprendendo a ser marido e mulher; depois, porque, já não bastasse esse grande desafio, estão aprendendo a ser papai e mamãe. Junta-se a isso, os assédios do mundo gritando em seus ouvidos: “você precisa ser feliz!”, “você precisa seguir seu coração!”, “você precisa viver seus sonhos!”.

Os primeiros anos de paternidade/maternidade dentro de um casamento recente podem ser muito desafiadores. Por isso, a igreja precisa ser um porto seguro para esses jovens casados e, sobretudo, aos que foram pais recentes. Ministérios de jovens casados, discipulados de jovens pais e/ou grupos de apoio a esses jovens precisam ser desenvolvidos por cristãos maduros e experimentados nessa seara, para cuidar dessas pessoas.

Recentemente, o jovem casal da minha igreja que ainda está planejando filhos e que ama crianças se disponibilizou para cuidar dos bebês e crianças dos casais irmãos para que eles pudessem sair e ter um “vale night” com o cônjuge. Olha que iniciativa abençoada! Jovens casais, com filhos ou não, carecem de ser ajudados e discipulados.

5 alertas bíblicos sobre os casamentos segundo as estatísticas do IBGE
O namoro é preparação para o casamento e também deve glorificar a Deus

5) Jovens e adolescentes devem ser instruídos em relação ao namoro

Vivemos na época em que o emocional sobrepõe o racional. Sentir, muitas vezes é mais importante do que raciocinar, ponderar e decidir. Por isso, muitos adolescentes se apaixonam, namoram, muitas vezes transam antes do casamento – já que o que importa é dar vazão ao desejo – terminam o namoro, saem destroçados e, depois, muitas vezes entram em um ciclo de pecado que só vai ser paralisado com um verdadeiro novo nascimento – caso venham a ter essa experiência pela graça de Deus.

Mesmo nas igrejas isso acontece. Por isso, é tão importante se falar em casamento desde cedo com crianças/adolescentes. É importante frisar que, como fazemos tudo para a glória de Deus, o namoro, inclusive deve ter esse intuito e deve ser colocado diante do Senhor, já que é a preparação para o casamento.

É preciso deixar claro aos filhos que, antes de qualquer coisa, devemos olhar para o que Deus diz em Sua Palavra com relação ao casamento: que a pessoa deve compartilhar da mesma fé, que deve amar a Deus acima de tudo, que deve ter caráter cristão, que deve ter aprovação dos pais e que tudo deve ser colocado diante de Deus para que Ele nos mostre se esse (a) pecador (a) é moldável ou não nas mãos do Senhor, dentre outras características.

Como o namoro é a preparação para o casamento, deve ser orado antes e durante, e deve-se ter sensibilidade para ouvir Deus na Palavra, nas orações, nos conselhos dos pais e da igreja, nas circunstâncias, para saber se devemos continuar, terminar ou até mesmo iniciar tal relacionamento que tem como objetivo o casamento.

Claro que existem inúmeras outras considerações a este respeito, que um ministério especializado em aconselhar adolescentes e jovens neste sentido pode realizar com eficiência.

 

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Comentários
  1. TENHO MUITA PENA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES CRIADOS EM LAR EVANJEGUE.

    JOVEM, TRABALHE. TENHA SUA RENDA.
    SAIA DE CASA.

    MORANDO SOZINHO E PAGANDO AS PRÓPRIAS CONTAS, TERÁ POSSIBILIDADE DE ESCOLHER SE DESEJA PERMANECER OU SAIR DA IGREJA.

    É FÁCIL.

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