Santa Casa de Vitória: quase cinco séculos a serviço do povo capixaba

A história da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Vitória se confunde com a história do Estado do Espírito Santo. Em seus quase cinco séculos de existência, a irmandade esteve presente em episódios decisivos da história capixaba.

Ela surge no Brasil no período colonial, em 1539, ocupando o lugar de primeira instituição hospitalar do país. Em 1545, no Espírito Santo, ela chega como uma associação beneficente e sem fins lucrativos, ligada à Igreja Católica, que funcionava junto à Igreja do Rosário, na Prainha, em Vila Velha.

Em 1605, a Irmandade é instalada na Cidade Alta, em Vitória. Posteriormente, em 1818, ela acompanha a expansão de Vitória e a criação da região do Parque Moscoso, região em que está localizada desde então, sendo pioneira em vários momentos: primeiro hospital do estado; primeira enfermaria dividida por sexo; primeiro serviço funerário capixaba; primeiro banco de leite; entre outros.

De acordo com a provedora da Irmandade, Dra. Maria da Penha Rodrigues D’Ávila, a Santa Casa de Vitória esteve presente nos momentos decisivos de desenvolvimento e crescimento do Espírito Santo.

“Nossa trajetória tem sido marcada por um compromisso com a saúde capixaba que, ao longo dos séculos, evoluiu sem perder a essência. Hoje, aliamos nossa tradição ao que há de mais moderno em tecnologia, ensino e pesquisa em saúde”, contou.

Além das Santas Casas de Vitória, Cachoeiro de Itapemirim e da Maternidade Pró-Matre, a irmandade também é responsável pela Unidade Dr. Arthur Gerhardt, em Domingos Martins, e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (SAMU) da região.

Segundo a provedora, embora cada unidade tenha um papel único na rede de atendimento, todas compartilham a missão de oferecer assistência de qualidade e acolhimento a quem precisa, com foco especial nos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que representam mais de 90% do trabalho oferecido pelas instituições.

Questionada sobre os principais desafios enfrentados ao longo de sua gestão, Penha destacou a constante atualização tecnológica, a manutenção da estrutura física e a capacitação de equipes preparadas para oferecer um atendimento humanizado e eficiente.

“Além disso, garantir a sustentabilidade financeira para projetos de expansão e modernização é essencial para continuarmos entregando um serviço de excelência”, frisou.

Nos últimos anos, o hospital tem recebido um forte investimento em infraestrutura, modernização e ampliação dos serviços oferecidos. Um marco importante nessa história de mais de 205 anos é a grande expansão da Santa Casa de Vitória, com a construção de um novo prédio na Vila Rubim.

Já em Domingos Martins, a Unidade Dr. Arthur Gerhardt foi revitalizada. Com o objetivo de oferecer a região Serrana um hospital modernizado e estruturado. Ainda segundo a provedora da instituição, a sua gestão também tem investido no ensino e na pesquisa em saúde.

“Cada reforma e novo projeto tem o objetivo de garantir um atendimento digno e acolhedor ao povo capixaba, honrando nossa trajetória e construindo um futuro com ainda mais impacto positivo na saúde pública”, finalizou Penha.

O impacto das Santas Casas na saúde pública

Segundo o Ministério da Saúde, em 2023, as Santas Casas de Misericórdia eram responsáveis por 40% das internações de média complexidade em território nacional e por 61% das internações de alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

No Espírito Santo, 91,54% das internações e 82,16% dos atendimentos ambulatoriais da Santa Casa de Vitória foram pelo SUS. Em 2022, foram realizadas 12.840 cirurgias e, em 2023, o número subiu para 14.629, um aumento de 14% em relação ao ano anterior.

Tais dados certificam o impacto desses serviços, principalmente para cidadãos que são acometidos por doenças crônicas que demandam atenção médica altamente especializada e para aqueles que necessitam de atendimento imediato em situações de emergência e risco à vida.

Outros dados nacionais divulgados pelo Ministério da Saúde acerca dessas instituições filantrópicas e seus impactos são:

• Em 2022, foram responsáveis por 71% dos transplantes de órgãos;

• No mesmo ano, realizaram 67% dos procedimentos oncológicos;

• Realizam mais de 220 milhões de consultas ambulatoriais por ano;

• Contam com mais de 175 mil leitos de internação;

• Realizam mais de 1,7 milhões de cirurgias por ano.

 

 

 

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

Notícias Relacionadas