Banestes bate recorde histórico com lucro de R$ 91 milhões no 1º trimestre de 2026

O Banestes divulgou nesta quarta-feira (13) o resultado do primeiro trimestre de 2026 e o número principal é difícil de ignorar: R$ 91 milhões de lucro líquido, crescimento de 66,3% sobre o mesmo período do ano anterior e o melhor desempenho de primeiro trimestre em toda a história da instituição. Para um banco público estadual, com 1,5 milhão de clientes e presença em todos os 78 municípios do Espírito Santo, o resultado sinaliza uma combinação incomum de expansão de receita, controle de risco e eficiência operacional.

O dado mais revelador para o mercado não é o lucro em si — é o ROE. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido médio atingiu 19,1% no trimestre, também o maior patamar histórico para o indicador no Banestes. Em termos práticos, esse número coloca o banco capixaba num patamar de rentabilidade comparável ao de instituições privadas de médio e grande porte — resultado pouco comum em bancos públicos estaduais no Brasil.

O que gerou o resultado: crédito, serviços e tesouraria

O crescimento do lucro tem três motores principais. O primeiro é a carteira de crédito, que encerrou março de 2026 em R$ 15,2 bilhões — avanço de 6,1% em doze meses. O crescimento foi puxado por crédito pessoal (+8,1%) e crédito comercial (+3,9%), modalidades de menor risco, o que explica a estratégia declarada da instituição de priorizar ativos mais seguros. As receitas de crédito cresceram 12,3% em doze meses.

O segundo motor são as receitas com prestação de serviços e tarifas, que chegaram a R$ 100 milhões no trimestre — alta de 10,6% em doze meses. Os destaques são a gestão e administração de fundos (+39,2%) e as comissões com seguros, previdência e capitalização (+62,2%). O terceiro pilar é a tesouraria: os títulos e valores mobiliários cresceram 17,2% em doze meses, contribuindo para elevar a Margem Financeira Líquida a R$ 301 milhões e o faturamento total do trimestre a R$ 1,6 bilhão — crescimento de 13,1% sobre o 1T25.

R$ 52 milhões ao governo do ES: o banco como fonte de receita pública

Um ângulo relevante dos resultados do Banestes é o fluxo de recursos que vai do banco para o governo estadual. No 1T26, foram distribuídos R$ 56 milhões em Juros sobre Capital Próprio e dividendos — dos quais R$ 52 milhões foram ao governo do Espírito Santo, acionista controlador. O payout atingiu 61,5% do lucro líquido do período.

Esse fluxo importa para a análise do balanço do estado: quanto maior o lucro do Banestes, maior o dividendo que entra nos cofres públicos. Em anos de restrição fiscal, um banco estadual lucrativo é também um instrumento de equilíbrio orçamentário.

“O primeiro trimestre de 2026 consolida nossa estratégia de crescimento sustentável e resiliência operacional. Alcançamos o melhor primeiro trimestre da história do Banestes, com um lucro líquido de R$ 91 milhões e um ROE de 19,1%.”  — Carlos Artur Hauschild, diretor-presidente do Banestes

Subsidiárias em alta: Seguros cresce 80%, Asset chega a R$ 9,54 bilhões

O Sistema Financeiro Banestes vai além do banco. As subsidiárias também registraram resultados expressivos no trimestre. A Banestes Seguros lucrou R$ 12,9 milhões — crescimento de 80,3% sobre o 1T25 e também o melhor primeiro trimestre da história da seguradora. A Banestes Corretora apurou R$ 12,8 milhões, alta de 13,8% em doze meses. E a Banestes Asset encerrou março com R$ 9,54 bilhões sob gestão, crescimento de 9,2% sobre o 1T25.

O conjunto das três subsidiárias representa uma diversificação relevante da base de receitas do sistema — e sinaliza que o crescimento não está concentrado apenas nas operações bancárias tradicionais.

Rating AA e 42 mil acionistas: solidez reconhecida pelo mercado

A consistência dos resultados encontra respaldo nas avaliações das agências de rating. A Fitch Ratings manteve o rating nacional de longo prazo do Banestes em AA+(br), com perspectiva estável, destacando o perfil resiliente e a capitalização sólida. A Moody’s Local Brasil atribuiu o rating AA.br com perspectiva positiva, com base na qualidade dos ativos e na estrutura de liquidez.

Na bolsa, a base de acionistas do Banestes superou 42 mil investidores ao final do trimestre — crescimento de aproximadamente 17 vezes desde 2018. Os ativos totais encerraram o 1T26 em R$ 40 bilhões, com o patrimônio líquido em R$ 2,4 bilhões. Com 730 pontos de atendimento distribuídos por todos os municípios capixabas, o Banestes segue como o único banco presente em 100% do território do Espírito Santo — dado que nenhuma instituição privada conseguiu replicar.

Solidez reconhecida e crescimento das coligadas

A segurança financeira do Banestes segue validada pelas principais agências de classificação de risco globais. A Fitch Ratings manteve o rating nacional de longo prazo em AA+(br) (perspectiva estável), enquanto a Moody’s Local Brasil conferiu o rating AA.br (perspectiva positiva), elogiando a liquidez e a qualidade dos ativos do banco, que encerraram o trimestre na casa dos R$ 40 bilhões.

O ecossistema do Sistema Financeiro Banestes também surfou na onda de resultados positivos:

  • Banestes Seguros: Lucro líquido de R$ 12,9 milhões (+80,3%), o maior da série histórica para o período.

  • Banestes Corretora: Lucro de R$ 12,8 milhões (+13,8%).

  • Banestes Asset: Atingiu R$ 9,54 bilhões sob gestão (+9,2% na comparação anual).

Hoje, o Banestes atende a 1,5 milhão de clientes e conta com uma base superior a 42 mil acionistas. A capilaridade segue sendo um diferencial competitivo: é o único banco presente fisicamente em todos os 78 municípios capixabas, somando 730 pontos de atendimento.

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