O novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, anunciado nesta terça-feira (2), incluiu uma lista de produtos que não estarão sujeitos à sobretaxa de 25%, incluindo frutas, café, medicamentos e partes aeronáuticas.
O governo americano diz que deixou de fora itens que poderiam levar à escassez nos Estados Unidos, a necessidade da economia e produtos que não poderiam ser cultivados em solo americano.
Veja abaixo alguns dos itens que ficaram isentos:
FRUTAS
Laranja (polpa e suco, congelado ou não, além de bebidas à base de suco), tomates, mandioca, certas nozes (como castanha-do-pará e de caju), frutas (banana, abacaxi, manga, coco, goiaba)
CAFÉ
Torrado e descafeinado, além de substitutos do café que contenham a planta em qualquer proporção, extratos, essências e concentrados de café (com exceção do café instantâneo não aromatizado) e preparações à base desses extratos ou do próprio café, chá, especiarias e mate.
CARNES
Carnes bovinas: frescas, congeladas ou resfriadas (incluindo cortes de alta qualidade) e outros cortes processados ou não, com osso ou desossadas, além de fígado, língua e outros miúdos, carne seca ou defumada
MINERAIS E COMBUSTÍVEIS
Minérios de ferro, manganês, cobre, alumínio e outros; além de carvão, petróleo bruto, gás natural
PRODUTOS QUÍMICOS E FARMACÊUTICOS
Certos medicamentos contendo antibióticos, vitaminas, vacinas para humanos e animais.
COMPONENTES PARA AVIAÇÃO CIVIL
Uma lista ampla de produtos do setor, que inclui desde tubos de plástico e juntas de borracha até motores de turbina, sistemas de radar e assentos específicos para aeronaves.
METAIS PRECIOSOS
Ouro, prata e moedas em diversas formas
PAPEL E MADEIRA
Pastas de madeira (celulose), certos tipos de papel e madeiras tropicais brutas ou serradas.
QUAIS OS PRÓXIMOS PASSOS
Agora, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) vai abrir uma consulta para que o setor privado comente os resultados antes da elaboração do relatório definitivo, que precisa ser publicado até 15 de julho.
Mesmo que preliminar, a decisão negativa para o Brasil acontece na esteira da decisão dos EUA de designar CV e PCC como terroristas e reforça a pressão do governo republicano sob o governo Lula. A decisão sobre aplicação ou não cabe ao presidente dos EUA, Donald Trump.









