Muito além do terminal de Vitória, o Espírito Santo possui uma estrutura aérea distribuída por diferentes regiões e voltada a múltiplas funções, que vão do transporte de passageiros às operações logísticas, empresariais e de emergência.
Dados do Atlas da Infraestrutura, desenvolvido pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), mostram que o Estado conta atualmente com sete aeroportos públicos, um aeroporto concedido, seis aeródromos e 15 helipontos.
O principal deles é o Aeroporto de Vitória, concedido à iniciativa privada e responsável pela maior movimentação aérea capixaba. Em 2025, o terminal movimentou 3,6 milhões de passageiros e operou cerca de 72 voos diários, conectando o Espírito Santo aos principais centros urbanos do país.
Além da Capital, aeroportos regionais ajudam a conectar municípios do interior e fortalecer atividades ligadas ao turismo, agronegócio, indústria, logística e aviação executiva.
Entre eles estão os aeroportos de Linhares, São Mateus e Cachoeiro de Itapemirim, que desempenham papel importante na integração regional e no apoio a operações empresariais.
Os aeródromos e helipontos também possuem funções estratégicas no Estado, especialmente em atividades relacionadas ao setor de óleo e gás, deslocamentos corporativos, serviços médicos, segurança e operações de emergência.
Para o presidente da Findes, Paulo Baraona, a infraestrutura aeroportuária exerce papel central no desenvolvimento econômico capixaba.
“Além de reduzirem distâncias, aumentam a conectividade, fortalecem cadeias produtivas e melhoram o ambiente de negócios, aproximando investidores, mercados e oportunidades”, afirmou.
O Estado também discute projetos para ampliar sua estrutura aérea. Em Guarapari, por exemplo, a prefeitura negocia a implantação de um novo aeroporto com perfil predominantemente logístico e estimativa de R$ 1 bilhão em investimentos.
A proposta busca aproveitar a localização estratégica do município, próximo à BR-101, ao sistema portuário e à futura malha ferroviária, reforçando o papel da aviação no desenvolvimento econômico regional.
Mais do que espaços de embarque e desembarque, aeroportos, aeródromos e helipontos vêm se consolidando como peças estratégicas para a circulação de pessoas, mercadorias, serviços e investimentos em diferentes regiões do Espírito Santo.









