O custo da cesta de produtos básicos na Grande Vitória chegou a R$ 350,41 em março, mantendo a região entre as áreas metropolitanas com valores mais elevados do país, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O resultado acompanha a tendência de alta observada no Sudeste, onde os preços seguem acima da média nacional.
De acordo com o levantamento, o preço da cesta de 12 produtos básicos subiu 2,26% em março em todo o Brasil, passando de R$ 336,80 para R$ 344,40. No recorte regional, o Sudeste liderou a variação mensal, com alta de 2,73% e custo médio de R$ 357,52, impulsionado principalmente pelo aumento de itens como carne bovina e leite longa vida.
Na comparação entre capitais e regiões metropolitanas, a Grande Vitória aparece com custo inferior ao de cidades como São Paulo (R$ 365,01) e Belo Horizonte (R$ 359,82), mas ainda acima de outras regiões do país, especialmente do Nordeste, onde estão os menores valores médios.
O avanço dos preços reflete um cenário de pressão sobre alimentos ao longo do primeiro trimestre de 2026. Entre os principais responsáveis estão fatores como logística, condições climáticas e oferta de produtos. O feijão, por exemplo, acumulou alta de 28,11% no trimestre, enquanto o leite longa vida avançou 6,80%. Também houve aumento nos preços de ovos e carne bovina.
Entre os alimentos in natura, os destaques de alta foram tomate, cebola e batata, com variações expressivas no período, influenciadas por sazonalidade e dinâmica de produção.
No acumulado do trimestre, o consumo nos lares brasileiros registrou crescimento de 1,92%, com avanço de 3,20% na comparação entre março de 2026 e o mesmo mês do ano anterior. Em relação a fevereiro, o aumento foi de 6,21%, impulsionado, entre outros fatores, pela antecipação de compras para a Páscoa.
O desempenho do consumo também foi influenciado pela injeção de recursos na economia, como pagamentos do Bolsa Família, PIS/Pasep, restituições do Imposto de Renda e valores liberados pelo INSS. Para o segundo trimestre, a expectativa é de manutenção desse cenário, com impacto adicional da antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas.
Apesar do aumento da renda disponível, o setor supermercadista aponta que o cenário ainda exige atenção, especialmente diante de custos logísticos e pressões internacionais que podem continuar impactando os preços dos alimentos nos próximos meses.









