Mercado pós-pandemia traz desafio da implantação do regime híbrido

Por Vitor Pinheiro

Após mais de um ano e meio do início da pandemia, o anseio pela volta total do comércio está cada vez maior. Uma das alternativas utilizadas até então pelas empresas é a adoção do formato híbrido de trabalho, que tem se mostrado muito eficiente e já fez empresas como o Twitter e o Facebook (Meta) considerarem não voltar às atividades 100% presenciais.

“Alternar dias de trabalho presencial e home office não surgiu agora, mas ganhou força na pandemia. Apesar da flexibilidade que esse arranjo proporciona, é importante também organizar as escalas para que o rendimento e a comunicação entre as equipes e suas lideranças não se percam pelo meio do caminho. Não é apenas um ‘vai quem quer’, o modelo híbrido, como qualquer outra condição de relação de trabalho, deve ter regras e indicadores para se manter sustentável”, destaca o especialista e empresário Erik Lorenzon.

Silvia Anchieta, analista da unidade de atendimento individual do Sebrae/ES, explica que os principais desafios da implementação do trabalho remoto, comumente envolvem o lado comportamental e psicológico. “Questões relativas à confiança do gestor no trabalho desenvolvido pelo colaborador, tempo dedicado e a não necessidade de uma supervisão constante são comuns no desenvolver dos negócios, além da questão de pouca ou quase nenhuma socialização, o que interfere nas relações pessoais”.

Ela também chama atenção para as pequenas empresas, que em decorrência da dificuldade no controle de gestão, tendem a privatizar as atividades que podem ser realizadas em home office.

“Essas instituições necessitam de uma atenção muito efetiva para ter a segurança que as atividades realizadas em casa estão trazendo resultados efetivos para a empresa, então para escapar dessa responsabilidade optam pela terceirização, em funções como lançamento e registro de dados, marketing e serviços de pós venda”, esclarece a analista.

Organizações capixabas

Ouvimos algumas organizações no estado a respeito do assunto, que com o avanço da vacinação têm estabelecido novas posturas.

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) atualmente está em regime híbrido e estuda um cenário definitivo. Em nota a universidade informou que nenhuma decisão foi tomada ainda, uma vez que a implementação do trabalho remoto é facultativa na instituição. “A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) da Ufes informa que foi criado um Grupo de Trabalho que tem o objetivo de estudar as condições de implementação do teletrabalho, conforme Instrução Normativa, do Ministério da Economia, que estabelece orientações, critérios e procedimentos gerais a serem observados pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal (SIPEC) relativos à implementação do trabalho remoto, por meio de Programa de Gestão”.

A Petrobras planeja o retorno total das atividades para janeiro de 2022 e iniciou o processo no mês de outubro.

“Em 1º de, outubro, iniciamos a Onda 1 de retorno ao trabalho presencial dos empregados, que atualmente estão em teletrabalho excepcional (5 dias), com limite de 20% do efetivo administrativo de cada gerência executiva ou unidade. O retorno é em modelo híbrido, alternando dias presenciais e remotos, com limite de até 3 dias remotos por semana”, informou em nota a empresa petrolífera, que ainda ressaltou que todas as etapas do retorno serão reavaliadas gradualmente para maiores informações, assim as datas e métodos poderão sofrer alterações.

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