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Bairro da Penha já teve 50 tiroteios em 2021 entre militares e traficantes

Cerca de 50 tiroteios entre policiais militares e traficantes foram registrados no Bairro da Penha, em Vitória, até o presente momento de 2021. O número representa 48% do total registrado em todo o 2020 (104).

Segundo a Polícia Militar, em 2018, foram 33 tentativas de homicídio por resistência à ação da polícia. Já em 2019, 53. No ano seguinte, 104. Ou seja, os dados mostram que houve um aumento desses conflitos armados, principalmente na área do 1º Batalhão, que pega a parte insular da ilha de Vitória.

Esse foi um dos assuntos abordados na Comissão de Proteção à Criança e Política Sobre Drogas da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Delegado Danilo Bahiense, na última quarta-feira (5).

Outro dado chamativo é o de que pelo menos 20 novos fuzis chegaram ao Bairro da Penha, para aumento de poder de fogo de traficantes. Um deles já foi apreendido pelas forças de segurança do estado.

Segundo Bahiente, criminosos também se utilizam de armamento feito de modo caseiro. “Submetralhadoras, que acabam tendo um poder de fogo maior do que pistolas, são muito desejadas”.

De acordo com o deputado, isso também mostra que criminosos estão mais ousados e querendo, a qualquer custo, expandir os domínios. “Traficantes fazem guerra entre si e se aproveitam de problemas, entre elas falta de políticas públicas. Isso se reflete na insegurança e, também, na questão social e econômica, já que moradores não têm espaço para lazer e, em alguns casos, não conseguem nem sair para trabalhar por causa dos confrontos”.

Bahiente falou sobre a necessidade de que haja políticas sociais e ambientes organizados para que os moradores não sejam prejudicados e para que crianças e adolescentes não sejam cooptados pelo crime. “A prevenção se dá na base”, disse o parlamentar, após ouvir reclamações de moradores da região de Andorinhas.

Black lança

O comandante do 1º Batalhão da PM (Vitória), tenente-coronel Marcelo Tavares, falou sobre um novo tipo de lança-perfume, chamado “black lança”, que teria se transformado na vedete de consumo e de vendas dos traficantes, especialmente nos bailes do Mandela. “Não é a maconha que se destaca, é o black lança”, afirmou.

Por fim, foi afirmado que, ao longo de todo 2020, foram apreendidas, na área do 1º Batalhão, 1.202 unidades de lança-perfumes/loló, enquanto, no momento presente deste ano, já foram confiscadas 634.

O coronel e o deputado ainda detalharam que mesmo durante a pandemia houve festas clandestinas e com consumo elevado dos entorpecentes.

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