
Fundada no dia 16 de julho de 1949, há 70 anos, a Academia Feminina Espírito Santense de Letras (AFESL) ainda não possui sede definida neste 25 de julho, quando é comemorado o Dia Nacional do Escritor.
Para as mulheres que compõem a AFESL, a academia merecia mais cuidados.
De Judith Leão Castelo Ribeiro, escritora e militante do movimento sufragista capixaba na década de 30, à Maria Helena Teixeira Siqueira, atual patrona, a Academia Feminina Espírito Santense de Letras agrega importantes figuras femininas capixabas.
Declarada uma Instituição de Utilidade Pública em 13 de dezembro de 1954, a Academia movimenta o cenário literário capixaba por meio da organização de palestras mensais, seminários, congressos e publicação de obras.
“Um dos exemplos de eventos marcantes organizados por nós é a Feira Literária Capixaba, que acontece desde 2014 e, neste ano, aconteceu na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e contou com a participação, inclusive, do presidente da Academia Brasileira de Letras, Marco Lucchesi”, explicou a atual presidente da Academia, Renata Bonfim.
Sem fins lucrativos, o objetivo da Academia é preservar, reconhecer e incentivar as criações literárias em todas as formas, gêneros e estilos. “Procuramos valorizar e incentivar o exercício da Língua Portuguesa no Espírito Santo, a partir de uma ótica feminina e, principalmente, feminista”, disse Renata.
As mulheres que representam o cenário literário capixaba se reúnem regularmente na segunda semana do mês, sempre às terças-feiras.
“Num primeiro momento, fazemos apresentação de convites, discutimos, deliberamos assuntos gerais e depois sempre recebemos palestrantes que proporcionam debates e/ou apresentação de trabalhos e saraus literários. Infelizmente, não temos sede definida e isso nos deixa entristecidos. Pensamos que uma entidade que já fez tanto pela literatura capixaba merece um investimento e reconhecimento. Uma sede faria toda a diferença”, disse.
As palestras são abertas ao público. “Prestamos importantes serviços culturais ao ES por tantos anos. O fato de não termos uma sede só mostra o quanto nós não somos valorizadas com a literatura brasileira. Principalmente a capixaba”, afirmou Renata.
Para se candidatar à academia é necessário a inscrição em um edital divulgado após o falecimento de alguma integrante. Podem se candidatar aquelas que possuem um trabalho comprovado de relevante contribuição cultural, como obras publicadas que seguem o perfil da agremiação, e se identifique com o trabalho coletivo. Após inscrição, uma comissão elegerá, em assembleia, a sucessora.









