Quem está esperando a chegada do inverno para ter dias mais frios e chuva regular no Espírito Santo pode precisar rever as expectativas. A previsão climática divulgada pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) aponta que junho deve manter características típicas do período seco, com pouca chuva e temperaturas elevadas em boa parte do Estado.
O cenário já começou a se desenhar em maio. Segundo o levantamento, as chuvas ficaram abaixo do esperado e não foram suficientes para repor a umidade perdida para a atmosfera.
Dos 31 municípios monitorados pelo Incaper, 21 registraram menos de 20 milímetros de chuva ao longo do mês. Como resultado, todos os municípios analisados apresentaram déficit hídrico, situação que ocorre quando a quantidade de água disponível no solo não acompanha a demanda provocada pelo calor e pela evaporação.
As regiões Norte e Noroeste foram as mais afetadas, com os maiores déficits registrados no Estado.
Pouca chuva e calor acima do normal
Para junho, a tendência é de continuidade desse cenário. De acordo com o Incaper, os volumes de chuva devem permanecer baixos em praticamente todo o Espírito Santo. As regiões Sul e Serrana podem registrar os maiores acumulados do mês, enquanto Norte e Noroeste devem continuar entre as áreas mais secas.
Além da escassez de chuva, as temperaturas devem permanecer acima da média histórica para esta época do ano em todas as regiões capixabas.
Isso, porém, não significa ausência de frio. O instituto destaca que podem ocorrer episódios pontuais de temperaturas mais baixas, principalmente nas áreas de maior altitude das regiões Serrana e Sul. Ainda assim, a tendência predominante para o mês é de temperaturas mais elevadas do que o normal para junho.
Impactos para o campo
A previsão acende um sinal de atenção principalmente para produtores rurais. Com menos chuva e maior perda de água do solo, cresce a necessidade de planejamento no uso dos recursos hídricos.
O Incaper recomenda reforçar o manejo da irrigação, acompanhar as condições de umidade do solo e redobrar os cuidados com culturas permanentes e pastagens, especialmente nas regiões Norte e Noroeste.
Outro ponto de atenção é o aumento da incidência de pragas favorecidas pelo tempo mais quente e seco. O órgão também orienta que produtores avaliem com cautela o plantio das culturas de inverno, levando em consideração a disponibilidade de água nas propriedades.









