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19 de abril de 2024
sexta-feira, 19 de abril de 2024
Maria Tereza Samora
Maria Tereza Samora
Especialista em performance cognitiva emocional. Psicopedagoga clínica, neuromodulação, mentora de vestibulandos, educadora parental, mãe, palestrante, empreendedora e escritora.

A normalização da sobrecarga materna

A maternidade é uma experiência incrível e também desafiadora. Cada mãe vai ter sua experiência própria, suas dores e delícias no seu maternar. Infelizmente, quando nasce o bebê, junto com ele vem o julgamento, os palpites, as soluções milagrosas e até a desvalorização da dor da mãe. Além de todo julgamento e desafios que todas as mães enfrentam no seu maternar, ainda tem a sobrecarga materna, excesso de responsabilidades, lidando com múltiplas tarefas e pressão de serem perfeitas.

Infelizmente, a sociedade normaliza essa sobrecarga materna, deixando as mães sem o apoio necessário para cuidarem de si mesmas.

Com a pressão para ser uma “super mãe” os julgamentos externos. As mães frequentemente se sentem culpadas por não conseguirem dar conta de tudo, sentem-se sobrecarregadas com uma lista interminável de tarefas: cuidar dos filhos, administrar a casa, cumprir as exigências do trabalho e muito mais. Essa pressão pode ser esmagadora e levar à exaustão física e emocional.

A sobrecarga materna pode ter consequências graves para a saúde das mães. A exaustão constante, a falta de tempo para descansar e cuidar de si mesma podem levar a problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e síndrome de burnout materno.

Além disso, falta de apoio e a ausência de uma divisão equitativa de tarefas podem agravar ainda mais essa condição e levar a problemas de saúde.

É fundamental reconhecer que ninguém pode fazer tudo sozinho, e as mães precisam de apoio e compreensão, e não julgamento, críticas sobre a educação dos filhos e interferência externa ao invés de ajudar podem.

Como sociedade, precisamos oferecer um ambiente de apoio e compreensão para as mães, em vez de julgamento e pressão para alcançar um ideal inatingível de “super mãe”. Isso inclui a promoção de políticas que apoiem licenças parentais adequadas, acesso a creches acessíveis e programas de apoio à saúde mental para mães.

Além disso, é importante que as próprias mães busquem ativamente maneiras de cuidar de si mesmas. Isso pode incluir estabelecer limites saudáveis, delegar tarefas sempre que possível, buscar ajuda profissional quando necessário e praticar o autocuidado regularmente. A criação de redes de apoio entre mães também pode ser incrivelmente valiosa, oferecendo um espaço seguro para compartilhar experiências, desafios sem julgamento.

Ao reconhecer e enfrentar que não precisamos ser perfeitas, que todas passamos por desafios, que não devemos julgar as outras mães e sim trabalharmos juntas para criar um ambiente mais empático, consciente e solidário para que todas possamos nos descobrir na caminhada maternal, sem julgamento e culpa.

Maria Tereza Samora
Maria Tereza Samora
Especialista em performance cognitiva emocional. Psicopedagoga clínica, neuromodulação, mentora de vestibulandos, educadora parental, mãe, palestrante, empreendedora e escritora.

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