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Design como cultura

Algumas expressões são tão amplas e complexas que sua definição passa a significar muitas coisas ao mesmo tempo. Design é uma delas. A ideia de design normalmente é apresentada como de interiores, carros ou móveis. Há ainda o design gráfico, que dá corpo e forma a pôsteres, embalagens, logotipos e peças de comunicação visual infinitas.

Foi assim que eu, como profissional de comunicação, conheci o design durante boa parte da minha carreira. Mais recentemente busquei leituras e projetos que me levaram a conhecer o chamado design estratégico e a metodologia do design thinking. Essas disciplinas, que começam a ser difundidas, mas ainda são desconhecidas de muitos profissionais. Elas trazem um novo olhar para as possibilidades.

Enquanto o design “das coisas” tem foco em desenvolver bens, produtos, embalagens e identidades visuais (pra ficar nesses exemplos), o design estratégico se volta para a melhoria dos serviços, do atendimento, da experiência e de elementos que, apesar de não tangíveis, são fundamentais. Essa abordagem ainda vai utilizar métodos e ferramentas que ficaram conhecidas como design thinking, que poderia ser traduzido como “pensamento do design”.

Esse jeito de pensar é simples. Antes de fazer, é preciso entender. Seja qual for seu desafio, é preciso observar e compreender a perspectiva das pessoas para criar as melhores soluções. Seja na hora de desenhar um carro ou de criar um novo serviço, é preciso entender de fato qual é a necessidade do usuário para definir como se alcança aquele objetivo. Se a ideia é oferecer velocidade, o design é um. Se for conforto, a solução é outra. E quem vai dizer se quer velocidade ou conforto são as pessoas.

É assim quando precisamos desenvolver um cartaz de preço. É assim quando o desafio é mudar a estratégia de atuação de uma empresa. Mais do que uma ferramenta ou método em particular, quando temos como princípio geral entender a necessidade e o contexto antes de criar as soluções, temos mais do que uma abordagem ou um jeito de pensar temos uma cultura.

Ou seja, por trás dos métodos, das ferramentas e entregas do design há uma forma de ver a vida. Um conjunto de ideias que orienta nosso processo de desenvolvimento de modo que ele se conecte às pessoas e aquilo que realmente é importante para elas.

Aliás, a partir de uma cultura de design, hoje é possível pensar além do consumo e investir em soluções que proporcionem mais qualidade de vida, convivência e a preservação e regeneração da vida.

As possibilidades são infinitas. Por isso, meu principal ponto é fugir da banalização dessa expressão e avançar em outro sentido: entender cada vez mais que design é cultura, é criação e é vida.

Helio Gualberto Neto
Helio Gualberto Neto
Helio Gualberto Neto é publicitário, designer estratégico e sócio da Persona. Escreve sobre comunicação e comportamento.

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