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13 de junho de 2024
quinta-feira, 13 de junho de 2024
Guilherme Dietze
Guilherme Dietze
Guilherme Dietze - graduado em economia pela Universidade de Vila Velha (UVV), especialista em elaboração de pesquisas de mercado pela FIPE/USP, Consultor da Federação do Comércio de São Paulo e a da Bahia, Conselheiro Suplente do Corecon-SP e sócio da Scopus Consultoria.

Por que é importante saber quantitativo na Paulista em 25 de fevereiro?

No último dia 25 de fevereiro, domingo, a principal avenida da cidade de São Paulo, a Av. Paulista, recebeu um número grande de pessoas numa manifestação em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após o evento, a Secretaria de Segurança Pública divulgou que estimaram 750 mil pessoas presentes e, contrastando – e muito – com esse número, professores da USP realizaram uma contagem, usando inteligência artificial e captura de imagens aéreas, de cerca de 185 mil pessoas.

Mas, por que é relevante saber o número mais próximo da realidade? Antes, um ponto essencial, que essa análise não tem nada a ver com política, mas com economia! Durante décadas, os organizadores de eventos em espaços públicos, onde não há registros de entradas, ficam a vontade de divulgar o seu próprio número. Isso ficou muito evidenciado ao longo do tempo na parada do orgulho LGBTQIA+, que todo ano aumentam em um milhão o número de participantes.

Não necessariamente se trata de manifestações ou festas na Av. Paulista, mas seja em qualquer lugar do Brasil, inclusive aqui no Espírito Santo. É importante tentar se aproximar ao máximo da realidade para que se saiba os possíveis impactos econômicos na cidade ou na região.

Por exemplo, se pudesse ter sido captado, através de uma pesquisa, que o gasto médio para ir ao evento do último domingo tivesse sido de R$ 100, o intervalo de impacto ficaria entre R$ 18,5 milhões e R$ 75,5 milhões. Num caso de um evento de entretenimento, isso faz toda a diferença para possível captação de patrocinadores e para uma melhor organização da estrutura fornecida pelos agentes públicos, como banheiros químicos, ambulâncias, sistema de trânsito e etc.

Trazendo agora para uma realidade mais local, a Praça do Papa, e utilizando a ferramenta do google Earth, é possível chegar a um espaço razoável de 30 mil metros quadrados, contando com obstáculos, como arvores, bancos e etc. Imaginando um metrô lotado, são cerca de 6 pessoas por metro quadrado, o que daria umas 180 mil pessoas na Praça do Papa quase se esgoelando.

Ainda bem que os organizadores locais parecem tratar um pouco mais com a realidade e não jogam números estratosféricos.

Portanto, com o auxílio da tecnologia e da inteligência artificial ficará cada vez mais fácil a realização de contagem de pessoas em espaços públicos, o que ajuda a entender qual deve ser a movimentação financeira no entorno, até para avaliação de ajuda pública ou privada em outras oportunidades, e para a melhor organização e gestão dos recursos, financeiros e pessoas, com mais eficiência e menos desperdício.

Guilherme Dietze
Guilherme Dietze
Guilherme Dietze - graduado em economia pela Universidade de Vila Velha (UVV), especialista em elaboração de pesquisas de mercado pela FIPE/USP, Consultor da Federação do Comércio de São Paulo e a da Bahia, Conselheiro Suplente do Corecon-SP e sócio da Scopus Consultoria.

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